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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Quarto


Há um quarto por aí,
na encruzilhada
de estradas
e caminhos,
onde nascem
pérolas,
rosas,
e outras
cousas  minhas.

Há um quarto por aí,
na linha do tempo,
onde cascatas
do teu ser
se derramam
em meus olhos
e a tua pele
me sacia
a fome de amor.

Há um quarto por aí,
no rio manso
da saudade,
onde sei de mim
ao percorrer
teu corpo
morno
por entre veludos
e ganas de te querer mais.


segunda-feira, 11 de junho de 2018

Dóis-me!



Dóis-me tanto,
mas tanto
que não há medidas
para ti.

Gosto-te ,
em cada respiração minha,
demasiado,
tanto,
que  não cabe no Amor.

És-me,
 o vício entranhado na pele,
doença sem remédio,
ferida exposta,
a ânsias de te querer esquecer.

Dóis-me por todo o lado
ontem e hoje,
aqui e além,
de noite e de dia
como se tu pudesses
saber de mim,
querer-me ...
... nem que fosse só Agora.


domingo, 1 de abril de 2018

Solta-me!


Solta-me!

Deixa-me gritar ao Mundo

o quanto te quero,

as milhas percorridas
em teu encalço,

o peso de ti
na minha pele,

de que forma 
é o meu amor por ti.

Sim!
Solta-me!

Nem imaginas 
como é tamanha
esta vontade,

ânsias descontroladas,
para lá de fronteiras
de qualquer espécie,

querenças arrumadas 
em minha mente,
em meu coração,
senhoras de senso perdido.

Solta-me e vem!

Para que mais depressa
me possa encontrar
perdida por ti ...
e ...
em ti!

quinta-feira, 8 de março de 2018

Amar ... com direitos...

"Amar é um sentir,
para lá da razão,

próprio da essência de si." (Pérola)

"Amar é sonho desperto,
arrepio sem causa." (Pérola)



"Amar é superar-se." (Óscar Wilde)

"Amar é mudar a alma de casa." (Mario Quintana)

"Amar é comprazer-se na perfeição." (José de Alencar)

"Amar é receber um vislumbre do céu." (Karen Sunde)

"Amar é saborear nos braços de um ente querido a porção de céu que Deus depôs na carne." (Victor Hugo)

"Amar é ser levado a ter prazer na perfeição, no bem, ou na felicidade do objeto amado." (Gottfried Wilhelm Leibniz)

"Amar é admirar com o coração; admirar é amar com o espírito." 
(Théophile Gautier)

"Amar é descobrirmos a nossa riqueza fora de nós." 
(Émile-Auguste Chartier, "Alain")

"Amar é uma necessidade do coração; fazer amor é uma ocupação do espírito." (Nicolas Chamfort)

"Amar é humano; e nos acontece pela força dos deuses." (Plauto)

"Amar, é ver-se como um outro ser nos vê, é estar apaixonado pela nossa imagem deformada e sublimada." (Graham Greene)

"Amarmo-nos é lutar constantemente contra milhares de forças ocultas que brotam de nós mesmos ou do mundo." (Jean Anouilh)

"Amar é uma mistura de alegria e medo; de paz por um lado e ameaça de guerra pelo outro. É pensar que a felicidade tem nome e endereço. É temer não estar à altura. É sofrer tanto quanto querer." (Bruno Campel)

"Amar é cansar-se de estar só: é uma covardia portanto, e uma traição a nós próprios." (Fernando Pessoa)

"Amar é encontrar na felicidade de outrem a própria felicidade." 
(Gottfried Wilhelm Leibniz) 

"Amar bem é amar loucamente." (André Suarès)

"Amar é fazer pacto com a dor." (Julie de Lespinasse)

"Amar é ser estúpidos juntos." (Paul Valéry)

"Amar é metade de crer." (Victor Hugo)

"Amar é também agir." (Saint-John Perse)

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

interrogações do amor

Tenho dúvidas,
questões, incertezas,
pela vida toda
em autenticidades minhas.

Dizem-me haver duas formas 
de saber do verdadeiro amor:

 -  foste-me amigo verdadeiro
e te apaixonas (por mim)
de forma em que só pode ser Amor verdadeiro;

 -  ou te apaixonas (como pode acontecer com outra)
e tornas-te no meu melhor amigo
e será, de igual forma,
verdadeiro Amor.

São interrogações, 
meu amor, 
meras demandas para saber do amor, 
do teu amor,
por onde, 
afinal,
amizade vence a paixão.
Será?

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Gulosa ... eu


Hoje sirvo-me
em delicias
com formas , 
sabores 
e cheiros 
só meus.

Dou-me a provar
em doces 
com tons de salgado
a morarem em minha pele,
nas lágrimas
que me enfeitam a face
pela emoção de te amar.

Transbordo-me
nessa gulodice
lambuzada
a viciar-te
por entre natas e morangos
onde me sou:
gulosa.


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Só Hoje


Só hoje,
tenho apetites
de ti,
ganas de te comer,
morder e trincar,
devagarinho,
degustando
cada pedaço teu,
sorvendo teu orvalho,
licor dos deuses,
destilado em paladar meu.

Só hoje,
ouço teus sussurros
embalados na onda
desta maré
que se enche e esvazia
ao sabor de cada garfada,
ao som da vontade
ritmada 
pela minha fome,
pelo teu desejo.

Só hoje,
deixa-me saciar-me (-te).


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Mordida



Saltito sobre forças,
 indomaveis,
de te apertar,
de te ter,
em minha essência,
deixando-me escorrer
nos teus lábios,
pela ternura suave
de te sentir em mim.

Apeteces-me,
 em pedaços,
mordido em minha boca,
salivando em antecipação,
agarrando em minhas mãos
o prazer,
de me ser,
em intensidades sem medidas,
com ganas de te beijar,
furiosa
na eternidade 
da pele apertada,
vincada
por carícias descompostas

São inconveniências,
supostos nascidos,
de atentados
ao desejo
desventrado
em minha língua
desnorteada,
alma de vida própria
nesta busca de ti.

Viajo em velocidades
enlouquecidas,
perdidas em apeadeiros calmos
onde o teu olhar me espera
porque meu querer
te quer abocanhar
em totalidades
fragmentadas
numa mordida aqui,
noutra acolá




sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Navegando



Que faço eu
a este sentir?
A estas mãos
com fome de ti?

Que faço eu?

Navego neste livro
meio escrito,
muitos mais
por desfolhar,
vontades sublinhadas
com a ternura
do teu olhar,
de teu corpo
em ânsias pelo meu.


Que faço eu,
 meu amor, 
a tanta saudade tua?


quinta-feira, 22 de junho de 2017

(des)caminho


Deixa-me curvar
nesses caminhos
que são teus limites,
desculpas no teu seio,
regaço só meu.

Permite-me desbravar
esse jardim
desabrochado no desejo
a perder de vista
pois se me cegas
com tua pele
colada à minha.

Desculpa-me o rasgo
que te abro e fecho
em ritmo só nosso,
descaminho perfumado
em sinuosidades perfumadas
aqui e ali.


domingo, 28 de maio de 2017

Quando



Quando tu me apertas
com teu querer
toda eu sou pele,
esqueço-me de respirar
dissolvo-me no gemido quente.
de teu corpo,
chamando-me ainda mais
como se as mãos,
o abraço 
fossem pouco.

Quando me procuras
e eu já estou em ti
permito deixar de me ser
dissolvendo diferenças
em elevação de um todo
onde eu e tu 
sobramos em prazer
fazendo vida
na agitação doce
de mares sem praia,
de barcos sem bandeira.

Quando tu me beijas
sem decência
toda eu sou capricho,
desalinho completo
sem inicio ou fim
apenas
o instante da eternidade
do desejo sem freio,
de amor
para lá do carnal.

Quando me sussurras
tuas vontades
já as havia lido 
no teu olhar,
sentido em minha essência,
pois se somos
a plenitude de
nós dois,
apetite saciado
em harmonia
de ganas e abundância
de ti,
de mim,
de nós.


terça-feira, 23 de maio de 2017

em e com 'maio'


Ofereceste-me um jardim,
eu só queria uma flor,
um raio de sol
do verão imenso
que é teu calor.

Deixa-me o pequenino,
o amarelo das pétalas
húmidas
pelo orvalho da manhã,
a tua pele nua
e salgada 
depois de seres meu
e eu
sem noção de quem sou.

Deixa-me o teu perfume
por entre primaveras
com mãos pequenas
onde o despercebido 
basta
ao ser tudo.



sexta-feira, 21 de abril de 2017

mundo meu



Em meu mundo
cabem desejos por inventar,
quereres de um sopro só,
fronteiras sem linha,
limites a serem superados.

Nele estás tu,
amor meu,
povoando minhas planícies,
banhando-te em meus rios,
navegando em oceanos de mim.

És a vastidão do sentir,
a chuva de olhares
em horizontes
para lá das cores
e tons com cheiro a longe.


Em meu mundo
sou-me entre toques,
corpos
e pele
onde o tudo
és tu
em eternidades
e excessos a que me permito
e atrevo.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

carta em branco


As palavras são teus cabelos,
coam-se entre dedos,
em brincadeiras rebeldes
de suavidade presa
na ponta da pele.

Fogem-me vírgulas,
pausas refugiadas 
pelo teu pescoço,
sem interrogações
ou exclamações
de lugar certo.

Ressoam ecos dessas palavras
que fugiram à tinta
ritmados no cair da água,
do duche, 
em tuas madeixas molhadas
escorregando-me
na espuma do que ficou por dizer,
sem ponto final,
rimas ou métricas.

São afagos desembaraçados
nesse pentear sem letras
enleados em minhas mãos,
toque de poesia,
paixão
e amor,
tão só.

As palavras não me obedecem,
esquecem-se do meu chamamento,
do meu desejo,
deixam a carta em branco,
restando a mensagem escrita
nas linhas desarrumadas
do teu cabelo
onde rabisco
o quanto te quero.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

teu último beijo



Guardo teu último beijo
a sete chaves,
poção de amor
húmida,
sabor de mim
na tua boca.

Não me chames louca
pois 
se não me deixas escolha,
ou te guardo
ou te odeio.

Ajeito este meu tesouro
em minha mão,
frágil cristal,
cravado na memória
de meu ser.

Fecho a caixa
de outros dias,
outras vezes
onde me fui
louca,
quiçá.

Arrumo o liquido
do meu olhar,
amor salgado,
o mar,
 teu último beijo.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

menina de ouro


Foto by Pérola

Enches meu colo
com teu sorriso,
inundando meus olhos
ao te saber 
pedaço de mim.

És ternura sem tréguas,
mimo tão bom
que a loucura
me espreita
na ausência de ti.

Fazes festa
em te seres,
encanto crescido
pelo tempo 
que sempre vem.

Contigo a luz é brilhante,
os dias vestem-se de cor,
meu coração bate mais forte
em amor 
à minha menina de ouro.




sábado, 21 de janeiro de 2017

a ler



Leio-te, 
o sorriso a soletrar 
cada sílaba,
cada expressão tua,
como se fora a última.

Percorro-te
o corpo a pausar
cada parágrafo,
cada saliência tua,
como se fora única.

Urge-me o calor teu,
a demora tardia
de querer mais.


E de tanto querer,
perco-me
em moradas
de livros sem fim,
leituras inacabadas
de poesias e prosas,
fólios acrescentados
de magia esfaimada
de te ler.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

impressões musicais

´
São 
     Lembranças,
vestígios inscritos
em minh' alma.
    Sensações,
traços tatuadas
em minha pele,
     Ecos,
melodias pautadas
em minha medula.

É
a música da tua impressão
que me faz dançar
neste  rodopio lento
de te amar com som.


sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

com fome e sede



É rosa o teu desejo
em que latejo 
com pequenas mãos
deslizando 
em veludos teus,
maciezas tatuadas
no apetite
de me aconteceres.

É a improbabilidade
da ânsia
que me aporta
por mares e oceanos
revoltos
na sede de te amar.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

amo-te


amo-te 
com a ternura 
do olhar,
o veludo do desejo,
o nó da pele
e as sobras
de entranhas 
outrora vivas.

amo-te
com tempo,
soltando-me
e perdendo-me.

amo-te
porque
 nada mais resta, 
nem eu
ou
o meu amor.