E o dia cinzento lá fora
alheia-se das chamas
alheia-se das chamas
que me aquecem a pele.
Sou só eu!
Eu,
no novelo aquecido
no novelo aquecido
pelo fogo,
no livro em minhas mãos
onde as letras se atropelam,
desfazem palavras,
quebram parágrafos
em ritmo de batalha longíqua.
Distraio-me em quietudes de lá de fora
e sobressaltos d'alma.
Medos,
Dúvidas,
Dúvidas,
Incertezas,
não me vestem,
não me servem.
A modos que se passeiam por ali
em demanda de pouso.
De nada importam.
Mergulho num suspiro,
inflamo naquele lume
do tamanho de Tudo
e sorrio.
Por Hoje,
sou só Eu!















