na boca selada pelo silêncio.
Sou campo de batalha visceral
em conflito com a normalidade.
Pesam-me os excessos
de sílabas, entoações e pontuação.
Grito mudez em quietude adoentada,
invisível na dessemelhança de mim.
Renego-me e fujo em pés pesados,
corpo carregado do que não disse.
Sei da recusa de regularidades carrascas,
mas desconheço caminhos únicos, só meus.
Pesam-me pensamentos,
este amor que não sei pegar,
as letras que me habitam.
Povoam-me singulares vontades
em pluralidades que me impedem
de ser normal.
Assim,
encho-me em engordas suicidas.
Nutro-me do íntimo,
prisioneira (en)farta(da),
quando só me quero soltar.

















