Mostrar mensagens com a etiqueta Pérolas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pérolas. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 27 de junho de 2019

era...


Era vida suspensa
em molas frágeis
como gelo ao amanhecer,
arrepiado,
na luz anunciadora
de novo dia,

Era olhar com tempo
entrelaçado em histórias
de aqui,
de outros dias
e sem calendário.

Histórias a morar
na fantasia,
ilusão na ponta do pensamento
como se fosse a realidade 
mais enraízada
do mundo.

Era apenas vida 
correndo
nos dedos do caminho
ora escolhido,
ora tropeçado,
deixando leve perfume
esvaído na passagem.

Pois,
 se era
e já não é!?


sábado, 9 de fevereiro de 2019

Sonhando


Há sonho pairando
no horizonte
para lá do que vejo,
para além do que imagino.

Navega por céus
nunca antes vislumbrados,
nunca antes vistos.

Está longe,
tão longe
como minha alma
chamando o que sou.

Há sonho distante,
profundo,
viajando sem rumo
à espera de mim.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

perco . . .



Perco o chão por entre linhas
ao acaso,
no murmúrio de palavras
que me chamam
como se eu fosse alguém.

Sorrio nesse abandono
do alheio
e até de mim
como se pudesse
não existir.

Quero pensar no caminho
com sentido,  
na vida sofrida
com visões aquecidas
no sol de querer
e ousar
o amor.

Perco a verdade de ontem
devagarinho
porque o hoje está
na página que viro
no outro livro que abro.

Sou a modos
trilho incerto,
vereda sem tino,
ar que me entra
sem saber
da respiração
que perco . . .


sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Quarto


Há um quarto por aí,
na encruzilhada
de estradas
e caminhos,
onde nascem
pérolas,
rosas,
e outras
cousas  minhas.

Há um quarto por aí,
na linha do tempo,
onde cascatas
do teu ser
se derramam
em meus olhos
e a tua pele
me sacia
a fome de amor.

Há um quarto por aí,
no rio manso
da saudade,
onde sei de mim
ao percorrer
teu corpo
morno
por entre veludos
e ganas de te querer mais.


quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

A Distância de Ti...


Foi na melodia
em que me perdi,
por entre teus braços,
afagos e suspiros,
enfim.

Mesmo ali,
na linha da música,
rente a ti,
voei,
soltei-me
por entre notas,
pautas
e coisas de Mestre.


Foi ainda agora
este sentir
guardado
no segredo 
da nossa música:

a distância de ti.


segunda-feira, 16 de abril de 2018

deixa ...



Deixa-me ir com as ondas,
afundar-me no silêncio
das profundezas,
deixar de sentir.

Solta-me as amarras
deste querer desmesurado,
desta vontade de ti
antes que enlouqueça
na beira-mar
onde te ouço, 
te cheiro,
te adivinho.

Permite-me ser outra qualquer,
aquela 
que desconhece a tua pele,
o teu olhar,
o teu feitiço.

Permite-me fugir de mim
onde te és
na minha essência.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

sem chão


Caminho sobre águas
soltando pegadas
que satisfazem o apetite
calmo do mar.

Passo por aí,
onde o chão se afoga
por entre lamentos 
e regozijos de mim,
frémitos invisíveis
do que fui,
do que quero.

Balanço na viagem,
sem chão,
desse oceano
que quero conhecer,
vagando norteada
pela maresia da névoa
em que te sinto,
onde te busco.

Hesito na falta
de respostas,
na fragilidade deste querer,
sem chão,
tão imenso,
tão extenso
qual umbral flutuante
derramado sobre
a vereda molhada
e fria
onde me encontro.

Esperanço-me no olhar
distante,
para lá de mim,
onde te sonho, 
onde te sei,
onde te amo.

domingo, 1 de abril de 2018

Solta-me!


Solta-me!

Deixa-me gritar ao Mundo

o quanto te quero,

as milhas percorridas
em teu encalço,

o peso de ti
na minha pele,

de que forma 
é o meu amor por ti.

Sim!
Solta-me!

Nem imaginas 
como é tamanha
esta vontade,

ânsias descontroladas,
para lá de fronteiras
de qualquer espécie,

querenças arrumadas 
em minha mente,
em meu coração,
senhoras de senso perdido.

Solta-me e vem!

Para que mais depressa
me possa encontrar
perdida por ti ...
e ...
em ti!

quarta-feira, 14 de março de 2018

De mim . ..



Não!
Não me quero equilibrada,
certinha
ou bonitinha.

Nada do bem parecer
me basta.

Encontro-me no desacerto,
entornada,
no meu transbordo,
para lá 
do que é suposto,
para além de mim.

Sou aquela
que quer sempre mais,
mais de tudo,
intimidade,
essência
ou ousadia.

Não caibo em lugares perfeitos,
arrumados e catalogados.

Quero-me em desalinhos
próprios do sorriso,
do prazer
e da fantasia
de me ser 
feliz.

Atrevo-me nas veredas
varridas pelo Sol,
por onde florescem flores selvagens,
como eu,
sem canteiros,
limites ou fronteiras.

Não!
Não quero estradas alcatroadas!

Descalça,
permito-me sentir a erva húmida,
o solo irregular,
o pulsar selvagem
da vontade
que há em mim.



segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

interrogações do amor

Tenho dúvidas,
questões, incertezas,
pela vida toda
em autenticidades minhas.

Dizem-me haver duas formas 
de saber do verdadeiro amor:

 -  foste-me amigo verdadeiro
e te apaixonas (por mim)
de forma em que só pode ser Amor verdadeiro;

 -  ou te apaixonas (como pode acontecer com outra)
e tornas-te no meu melhor amigo
e será, de igual forma,
verdadeiro Amor.

São interrogações, 
meu amor, 
meras demandas para saber do amor, 
do teu amor,
por onde, 
afinal,
amizade vence a paixão.
Será?

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Gulosa ... eu


Hoje sirvo-me
em delicias
com formas , 
sabores 
e cheiros 
só meus.

Dou-me a provar
em doces 
com tons de salgado
a morarem em minha pele,
nas lágrimas
que me enfeitam a face
pela emoção de te amar.

Transbordo-me
nessa gulodice
lambuzada
a viciar-te
por entre natas e morangos
onde me sou:
gulosa.


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Doce



Ah!
Quando o Doce aflora 
em tua boca
e tu mo chamas
como se fora 
meu nome.

Acho-me e perco-me
nessa vertigem
de tanto me quereres
como se te fosse
um Doce.



sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Mordida



Saltito sobre forças,
 indomaveis,
de te apertar,
de te ter,
em minha essência,
deixando-me escorrer
nos teus lábios,
pela ternura suave
de te sentir em mim.

Apeteces-me,
 em pedaços,
mordido em minha boca,
salivando em antecipação,
agarrando em minhas mãos
o prazer,
de me ser,
em intensidades sem medidas,
com ganas de te beijar,
furiosa
na eternidade 
da pele apertada,
vincada
por carícias descompostas

São inconveniências,
supostos nascidos,
de atentados
ao desejo
desventrado
em minha língua
desnorteada,
alma de vida própria
nesta busca de ti.

Viajo em velocidades
enlouquecidas,
perdidas em apeadeiros calmos
onde o teu olhar me espera
porque meu querer
te quer abocanhar
em totalidades
fragmentadas
numa mordida aqui,
noutra acolá




quinta-feira, 12 de outubro de 2017

dor difusa


Na dor que não sangra
não há cura
ou olhar doente.

Permanece aquele sentir
de não querer mais,
saltar o muro
e deixar os campos pisados, 
calcorreados,
 no calcanhar da escolha.

Na ferida por suturar
não há tempo 
ou febre 
para acalmar.

Quedo-se no instante
que se quer eternizar,
contradição da vida
por onde as dores
têm de sangrar,
 as feridas carecem de sutura
em caminho
e descaminho
com muros de dor.

sábado, 7 de outubro de 2017

Geografia



Arrepio-me no 
gelo
de meus próprios pensares.
Cerco-me duma brancura
sem calor
onde a luz persiste,
em se refletir,
em acordar-me
desabrochando minhas cores,
meu viço,
meu ardor.

Sou meu próprio pólo,
extremo que dói
em fragilidade
dessa busca sequiosa
de me encalorar
na tua floresta húmida
mais a Sul, 
noutros meridianos.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Navegando



Que faço eu
a este sentir?
A estas mãos
com fome de ti?

Que faço eu?

Navego neste livro
meio escrito,
muitos mais
por desfolhar,
vontades sublinhadas
com a ternura
do teu olhar,
de teu corpo
em ânsias pelo meu.


Que faço eu,
 meu amor, 
a tanta saudade tua?


sábado, 26 de agosto de 2017

anúncio primeiro


anuncio a primavera,
nem a primeira nem a última,
tão somente a primavera.

proclamo a serenidade
do morno pelas manhãs,
a tranquilidade do desabrochar,
o permitir ser-se em
autenticidade.

afago o começo
na delicadeza
pura
do sentir
a aragem da madrugada
em inocências próprias
de anúncios primeiros
como o da inviolável
primavera.


terça-feira, 22 de agosto de 2017

com fome, com penas...


São fomes,
apetites sem Deus,
por onde me quero saciar.
São voos
de asas brancas,
imaculados
como a gula
que me consome.
São desejos
forjados na escassez do branco,
nas profundezas de mim
por onde
a vontade
é tanta,
vasta,
como o banquete
com que sonho
para lá das nuvens,
para lá de mim.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

no limite



lá fora 
sopra uma brisa
paciente
como a esperar por mim,
chama-me
em sussurro
de desafio,
sem promessa
ou contrato por assinar.

está lá,
existe,
para além 
do que sou,
para além 
do que sinto.

chama-me
o desconhecido,
diz meu nome
sem pressas
porque
sabe de meu vazio
de eu estar aqui
na busca incerta
de outros ares,
de outro mundo,
de outros 'eus'.


quarta-feira, 7 de junho de 2017

Que te posso eu dar?

Que te posso eu dar?

Apenas uma mão cheia de mim,
vida de raízes sem chão,
terra onde me semeio,
floresço
e desvaneço.


Somente uma caricia de saudade,
de outros tempos
por onde ervas 
se derramaram,
ocultando as pétalas
que te perfumaram
em minhas mãos.

Que te posso eu dar?

Tão só uma insanidade
de te querer,
vontade de matar minha
sede de ti
nesta espera muda
do teu toque,
do teu beijo,
qual seiva
correndo no meu corpo
em ânsias de saciar o teu.