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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

ensaio sem letra


É vã minha busca
do tempo,
da palavra,
da letra
a condizer com minh'alma.

Percorro cada recanto
da página branca,
cada fresta que possa abrir,
cada segundo fugidio.

Solto a pena
por entre dedos perdidos
em eras de outrora
onde o tempo 
segredava às palavras
a poesia do encontro.

Sobra-me o eco
desse tanto
onde escrevia nas linhas do teu corpo
a rima codificada.

É vá minha busca...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Ensaio para M


Passeava-se no limite
do despercebido
como quem está
e não se vê.

Era última
no desabrochar,
sozinha,
em recanto
sem história,
flor de semente
guardada
por entre pétalas
que despia.

Passeava-se no perfume
do mar,
da terra e de si,
aveludando  tempos . . .

Tempos de agora,
de antes
e por nascer.

Era despedida acabada,
(re)começo,
de mais um passo
naquele passeio.

sábado, 21 de janeiro de 2017

a ler



Leio-te, 
o sorriso a soletrar 
cada sílaba,
cada expressão tua,
como se fora a última.

Percorro-te
o corpo a pausar
cada parágrafo,
cada saliência tua,
como se fora única.

Urge-me o calor teu,
a demora tardia
de querer mais.


E de tanto querer,
perco-me
em moradas
de livros sem fim,
leituras inacabadas
de poesias e prosas,
fólios acrescentados
de magia esfaimada
de te ler.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Ensaio para F


Prendi-me em tuas palavras
qual borboleta em teia de seda.
Foi assim,
de mansinho,
como segundos a escorrer 
por entre os grãos do tempo.
Tapei-me e reduzi-me
a tamanho meu
querendo mais,
muito mais,
o Tudo para lá de meu mundo,
o Tu que me entorna
em mares salgados
destes e outros hemisférios
no tempo 
sem tempo
de sempre te amar.


domingo, 15 de janeiro de 2017

MULHER


Mulher que ousas!

Vestes o teu querer,
perfumas-te na segurança,
em caminhar solto
de cabelo penteado
em tuas vontades

És-me inspiração,
ideal sugestivo,
motivo no querer
ser reflexo de ti,
ou,
ainda mais,
aspirar ao desapego
íntimo 
da liberdade.

Mulher sem franquia!

És na ausência de
supostas permissões,
isentas-te de outros
em desprendimentos
orlados de pérolas.

Como eu o quero ser!



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

impressões musicais

´
São 
     Lembranças,
vestígios inscritos
em minh' alma.
    Sensações,
traços tatuadas
em minha pele,
     Ecos,
melodias pautadas
em minha medula.

É
a música da tua impressão
que me faz dançar
neste  rodopio lento
de te amar com som.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

ensaio para S


Engarrafei aquele amor de outrora,
os beijos roubados
e outros tantos por dar.

Foram oceanos de ti,
trazidos em marés sem gaivotas,
de horizontes rasgados
com lâminas de inocência.

Guardei-te em lágrimas
salgadas como
embargos enfrascados
nas inquietações
do meu (nosso) querer.

Selei o teu corpo no meu,
a humidade da tua pele na minha boca
em eternidade fechada a sete chaves
de acesso restrito.

Fui flor colhida,
seiva derramada no viço
desse amor de outrora.

Tapei ousadias,
atrevimentos e partes de mim,
restando-me no todo
sem ti.


sábado, 7 de janeiro de 2017

dança com flores


Oferece-me flores,
brancas,
harmonia perfumada
enlaçada
nas tuas mãos.

Simples,
como meus balanceios
desassossegados,
seguros em teu corpo.

Oferece-me flores,
belas,
como a música
entoada ao ritmo  
da nossa private dance.

domingo, 1 de janeiro de 2017

jardim meu


Em cada instante de mim
vou pisando trilho 
sem marca,
fazendo caminho
por entre mundos
desconhecidos.

Tem curvas,
pedras
e a marca de meus pés.

Tem o meu nome a história
pavimentada em chão,
dobrado
uma e outra vez
em inquietações solitárias,
traçado
na passada do desejo,
ganhando forma
o jardim meu.


sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

com fome e sede



É rosa o teu desejo
em que latejo 
com pequenas mãos
deslizando 
em veludos teus,
maciezas tatuadas
no apetite
de me aconteceres.

É a improbabilidade
da ânsia
que me aporta
por mares e oceanos
revoltos
na sede de te amar.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

amo-te


amo-te 
com a ternura 
do olhar,
o veludo do desejo,
o nó da pele
e as sobras
de entranhas 
outrora vivas.

amo-te
com tempo,
soltando-me
e perdendo-me.

amo-te
porque
 nada mais resta, 
nem eu
ou
o meu amor.


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Não !


Não!
Não quero ser grito sem eco,
vela sem mastro,
flor sem perfume.

Não!
Não quero ser preço sem valor,
laço sem presente
dor sem sentido.

Não!
Não quero ser estrela sem luz,
nuvem sem vento,
pérola sem ostra.

Não!
Não quero ser confusão sem clareza,
outono sem primavera,
poesia sem vida.



sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

vagarosas pressas



Há vagar
 no teu jeito,
em olhar estendido
para lá do visível.

São vagarosas 
as tuas pressas
no encontro
com minhas 
impaciências demoradas
ou velozes pausas.

Há pressas
no meu jeito,
em vontades à solta.
para lá do razoável.

São tardias horas
aceleradas na sofreguidão
do aperto do tempo,
pois 
as pressas são muito vagarosas...
(pelo menos para mim)

Pérola

sábado, 10 de dezembro de 2016

poeta-me


Poeta-me
como rio na foz
por entre fusões 
de águas desiguais.

Poeta-te
bem dentro de mim
por onde os versos
fluem em vagas de prazer
e as rimas se despem.

Poeta-me
como se fosse flor
em jardim selvagem,
rústica prosa com sonho
de ser poema.
Pérola



quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

... deixo-te ...



Deixo-te ser horizonte,
céu de constelações,
voo sem asas.
 em infinitudes minhas.

Deixo-te em guerra,
batalha íntima,
coração solto,
em amores meus.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

poesia na vida


Repito-te na maré cheia,
quero-te mais na vazia,
sou assim,
resistente na persistência
de voltar,
mudar,
e não abdicar de ti.

Repito-te na desfolha,
atalho-te mais na floração,
sou assim,
clima sem estação,
resposta sem pergunta,
em pequenos nadas,
no tudo despejado.


Quando tu me existes
vejo poesia na vida.

domingo, 20 de novembro de 2016

já agora, chá !



Chove no meu chá
a lágrima passada,
íntima,
confidente de sempre.

Chove no meu chá
o sorriso por nascer
auspicioso,
esperança de amanhã.

Chove no meu chá
a impaciência presente,
desafiadora,
prometedora de aqui,
já agora.


terça-feira, 15 de novembro de 2016

sem (a) razão


Tenho sementes em minhas mãos,
amor para plantar,
desejos que me sobram
entre dedos em busca de chão.

Tenho frutos em mim,
ternura para doar,
vontades que me excedem
entre peles em busca de corpo.

Tenho paixão em espera,
chama para atear,
querenças que me transcedem
entre insanidades em busca de verdade.

Tenho coração cor de rosa 
multiplicado em terra sem razão.



domingo, 6 de novembro de 2016


Há uma luz por acender,
um fogo a atear,
um desejo por saciar,
um beijo por provar,
um sonho a concretizar,
uma mão a dar.

Há novo
em cada segundo,
começo
e recomeço,
no êxtase do desafio,
nas cinzas por acontecer.


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

por entre dedos


Sei de cor
cada linha de tua mão,
o perfume do teu toque,
a temperatura da tua pele,
a humidade da maresia
que se solta 
por entre dedos.

De olhos fechados
percorro cada curva,
rumo sem norte,
em estrada de 'nós'
trazidos na maré,
por entre dedos.