Estou triste.
A minha amiga Emilia (desculpa trocar-te o nome, mas também que interessa?) partiu..
Deixou este mundo, como o conhecemos. Tantas formas para simplesmente dizer que ... morreu.
Partilhámos vidas, sorrisos e confidências.
A vida na doença levou-a a isolar-se no conforto da família mais próxima.
Construiu um muro...e eu respeitei.
Talvez não quisesse mostrar-se na fragilidade, na dor, no sofrimento, na impotência duma batalha que, esperançada, julgava vencer.
Eu queira estar lá.
Só concebo a amizade na partilha do bom e do menos bom.
Hoje, já não sei.
Eventualmente, em caso de doença minha talvez me isole e não queira partilhar as minhas dores.
De certa forma compreendo-a.
Mas, tenho saudades.
Gostava de a ter olhado uma vez mais, de lhe sentir a alegria contagiante que lhe era peculiar.
Nunca mais olharei no seu rosto ou ouvirei a sua voz.
Foi cremada, a seu pedido.
Estou triste.
Nada mais certo, para cada um de nós, esta realidade.
Mais tarde ou mais cedo.
Para Emília...demasiado cedo.
Amiga, continuas bem viva em mim.
Lamento não ter sido mais...não estar presente...tu não o quiseste.
Não guardo mágoa, só tristeza porque não te posso ligar e ouvir.
Estou triste . . .



