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domingo, 3 de maio de 2015

É a vida !


Brotou a vida
sem porquês ou incertezas.

Veio no rio sem rumo,
galgou margens 
e disse que sim.

Viajou no tempo,
não olhou para trás
ao ritmo do coração.

Sulcou esperanças,
plantou lágrimas,
por entre vales,
mares e oceanos.

Ajeitou o olhar,
dobrou as lembranças,
abriu mão do sonho
e deixou-se ser.


domingo, 19 de abril de 2015

Depois de ti . . .


Desdobro o cheiro ainda enlaçado pelo branco do lençol enrugado.

Que lhe importa?


A indiferença do seu poder cresce na impaciência da minha inalação.


O odor é tudo.


Percorre-me sem autorização, torna-me refém, prisioneira, ao sabor da minha entrega.


Nesta posse evaporada por entre dedos, sou-me no leito do ainda há pouco.


O cheiro não se alisa, mas continuo a desdobrá-lo . . .






domingo, 15 de fevereiro de 2015

Smplesmente



Como raíz em procura de outra terra,
atrevo-me,
faço-me ao caminho
e abraço-te, só.
Deixo a minha seiva
escorrer pelo teu  universo sem fim,
floresço no abrir caminho,
por aí,
em céus estrelados,
galáxias por conhecer.
Sou vida,
respiração vital,
o mundo que reclama ser,
pulsar intenso,
em demanda de ti,
meu tudo,
a casa que quero habitar.
Simplesmente, abraço-te
como toque de firmamento
entre a terra e o ar.



sábado, 14 de fevereiro de 2015

Je t'aime com Pablo Neruda


Para não Deixar de Amar-te Nunca

"Saberás que não te amo e que te amo 
pois que de dois modos é a vida, 
a palavra é uma asa do silêncio, 
o fogo tem a sua metade de frio. 

Amo-te para começar a amar-te, 
para recomeçar o infinito 
e para não deixar de amar-te nunca: 
por isso não te amo ainda. 

Amo-te e não te amo como se tivesse 
nas minhas mãos a chave da felicidade 
e um incerto destino infeliz. 

O meu amor tem duas vidas para amar-te. 
Por isso te amo quando não te amo 
e por isso te amo quando te amo. "

Pablo Neruda, in "Cem Sonetos de Amor" 




segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Do teu beijo !

Diz-me o teu beijo
tudo aquilo que preciso saber.

Conta-me do barulho do mar,
do voo do sonho
que é preciso conhecer.

O teu beijo sussurra-me
o quão sou especial,
que nada é vão.

Mostra-me o mundo,
deixa-me escolher
quando só quero 
ser aprendiza do teu beijo.

Diz-me o teu beijo
a depuração de me ser,
inteira, solta no estremecimento
da tua boca.

Pérola




quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Dramática



Quando te foste
veio-me à boca o doce
de te pedir para ficares.

Quando te foste
o vazio tomou conta de mim
como se a vida parasse.

Quando te foste
lancei-te um feitiço
para que te lembrasses de nós.

Quando te foste
esfumei-me na ausência do que sou 
quando estás aqui.

Quando te foste
catei as migalhas no lençol
do teu amor que desejo.

Quando te foste
desvairei nas sombras
tornei-me reflexo,
dramática amante
com nada.


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Desejos (de rosa)



Apetecem-me rosas,
meu amor.

Brancas como a luz,
cheirosas como tu.

Apeteces-me 
com sabor a bom,
de cheiro a flor.

Desalinhado no teu jeito,
tirando-me para fora de pé,
rendo-me na perdição florida.

Traz-me um jardim,
um canteiro
ou mero caule florido.

Vem, meu amor
e traz-me o botão de rosa
que és tu.



quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Tem vezes . . .



Tem vezes que o mar
me traz vontade de ti,
esqueço-me do tempo
e sinto-te o beijo outra vez.

São vezes de maresia,
odores que te chamam,
de orvalho húmido,
como teu corpo,
em trova minha outra vez.

Por vezes quero-te,
despido(s) de tempo,
no abraço de outros meridianos,
na travessia de imaginários paralelos,
no voo da gaivota,
como se fora a primeira vez.

Tem vezes de loucura,
insano desejo de ti,
fantasia ou realidade,
de sabor a sal,
doce como só tu,
no desespero duma derradeira vez.






quarta-feira, 5 de novembro de 2014

". . . A tristeza tem sempre uma esperança De um dia não ser mais triste não . . ."


Por aqui, hoje, rendo-me à sabedoria, otimismo e aquele saber ser, saber estar, próprio dos mestres:





Samba da Bênção

Vinicius de Moraes
É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não
Senão é como amar uma mulher só linda
E daí? Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão
Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não
Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!
A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida
Como no seu samba
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração
Eu, por exemplo, o capitão do mato
Vinicius de Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!
A bênção, Senhora
A maior ialorixá da Bahia
Terra de Caymmi e João Gilberto
A bênção, Pixinguinha
Tu que choraste na flauta
Todas as minhas mágoas de amor
A bênção, Sinhô, a benção, Cartola
A bênção, Ismael Silva
Sua bênção, Heitor dos Prazeres
A bênção, Nelson Cavaquinho
A bênção, Geraldo Pereira
A bênção, meu bom Cyro Monteiro
Você, sobrinho de Nonô
A bênção, Noel, sua bênção, Ary
A bênção, todos os grandes
Sambistas do Brasil
Branco, preto, mulato
Lindo como a pele macia de Oxum
A bênção, maestro Antonio Carlos Jobim
Parceiro e amigo querido
Que já viajaste tantas canções comigo
E ainda há tantas por viajar
A bênção, Carlinhos Lyra
Parceiro cem por cento
Você que une a ação ao sentimento
E ao pensamento
A bênção, a bênção, Baden Powell
Amigo novo, parceiro novo
Que fizeste este samba comigo
A bênção, amigo
A bênção, maestro Moacir Santos
Não és um só, és tantos como
O meu Brasil de todos os santos
Inclusive meu São Sebastião
Saravá! A bênção, que eu vou partir
Eu vou ter que dizer adeus
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração


domingo, 2 de novembro de 2014

Deixa-me ser . . . (mais) !



Deixa-me ser :

o teu (mais) arrebatador beijo,

a loucura (mais) alucinada do teu desejo,

a doidice (mais) gulosa do teu prazer,

a volúpia que te impacienta em (mais) ondas de delícia,

os teus sentidos (mais) desencaminhados,

a tentação (mais) irrecusável,

o rio (mais) perfeito onde te desaguas,

o ventre por onde (mais) te perdes,

as coxas que (mais) te apertam em esgares do Sim,

o corpo por onde (mais) te viajas,

o trilho de onde não (mais) queres sair,

a pressa do querer (mais) outra vez.

tua na eternidade de (mais) um instante,

doce no sussurro de (mais) um gemido,

a que se perde em (mais) voos para te encontrar,

o mapa por onde (mais) a tua bússola se norteia,

as coordenadas (mais) exatas na tua viagem,

a pele (mais) perfumada onde te queres fundir,

a gota que (mais) te mata a sede de amor!




sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Suavidade Curva




É caminho sinuoso,
este de te percorrer.

Vestem-te serranias,
lagos e recantos a descobrir.

Faço-me ao caminho,
pois as minhas curvas
anseiam por ser preenchidas,
por ti,
no recorte da tua paisagem.


Perco o fôlego
na tua imensidão,
o mundo que és,
encontro-me por veredas perfumadas,
de declives gemidos,
suspirando por explorações tuas.

Por entre e vales,
entre tu e eu,
haverá sempre o odor do amor,
do desejo e da  paixão,
bússola nossa,
leme de encontros sem arestas
onde somos fusão
dispensada de retas,
linha de contornos teus
alinhavada no meu seio,



domingo, 12 de outubro de 2014

Sem chave



Espreito!
Por essa fresta
que a falta de chave permite.

Adivinho-te os contornos,
sei-os de cor,
sinto-te a pele macia,
veludo que quero vestir.

Estás tão perto,
mas é como se 
todas  as fechaduras do mundo
se trancassem entre nós.

Como ladrão furtivo,
deito-te mais uma olhadela
pois se és irresistível!

Cobiço-te o jeito da mão no cabelo,
quero-a em mim.

Tenho saudades do corpo
contra o meu
em frenesim sem destino.

Quero beber dos teus lábios,
saciar-me no teu amor,
abandonar-me no teu olhar,
adormecer entrelaçada
em tuas pernas,
sentir o teu coração 
pulsando comigo.

De tanto querer,
de tanto te desejar,
tolda-se-me o olhar,
sou traída pela visão,
fazendo  um último pedido:
" que as portas se escancarem,
espreitar-te não me basta,
quero-te todo!"


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

diáfana


Nua de vontade,
dispo-me do querer,
quedo-me diáfana.

Deixo-me ser límpida,
penetrável nos olhos do mundo,
tão visível como Lua Cheia.

Mas . . .

Há um véu,
teimando-me cobrir,
tolhendo-me gestos,
calando-me a voz.


Torno-me frente
em batalha de me ser,
ouso rasgar a transparência,
necessidade vã,
pois basto-me,
só eu.

sábado, 13 de setembro de 2014

Sou essa rocha . . .



Sou essa rocha
onde,
 tu,
meu mar,
me vens salgar
para depois, 
em nova onda,
provares o tempero.

Tenho seios esculpidos
em tuas mãos de espuma,
 que aguardam teus dedos,
teu toque, 
tua boca húmida,
num frenesim de relevo.

Habito nessa fronteira
onde tu te fazes meu
e eu desapareço em ti.

São nessas cadências
que existo,
no pulsar ritmado do teu ser
que me reclama, 
chama de sua,
em marés,
 de sabor a maresia,
com gritos de prazer.

Sou essa rocha,
morada do teu desejo,
que te dá forma 
e chama de meu.


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Como bagos de romã . . . entre nós !



Entre nós 
o fruto não esperou pela semente,
foi grainha já florida.

Aconteceu como trovão
após raio inesperado,
luz intempestiva
sobre nudez nossa.

De repente
ou de mansinho
já nos sabíamos como bagos de romã,
maduros no paladar,
sumarentos ao provar.

Entre nós 
o grão não pediu grandezas,
foi diminuto em aparências.

Chamou-se de paixão,
vestiu-se de vermelho
e tingiu-nos os lábios
como bagos de romã.

E, 
ainda, 
entre nós,
 se morre de saudade
por esse tempo abrasado
onde se trincam bagos de romã,
como nós.



segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Ainda Agora . . .



Ainda agora . . . me abrasavas,
queimando-me no teu lume,
fogo de corpo inteiro,
por onde me consumi,
renascendo em novo rastilho.

Ainda agora . . . era pavio,
chama na tua fogueira,
gemendo faiscas sob o teu ventre,
tornando-me cinza em teu suor,
sendo mulher por inteiro.

Ainda agora . . . me incendiavas,
provocador na nudez de pele,
no toque marcado, 
ferro fervente em ritmo alucinado,
sentindo a luxúria tomar conta de mim.

Ainda agora . . . a tua boca se colava à minha,
o teu beijo me vestia,
lambendo-me de calores enlouquecidos,
em maratonas de metas cortadas,
tingindo-me de cores  quentes.

Ainda agora . . . queria ser mais,
ser tudo,
ser tua na combustão de nós,
alma perdida nos teus vales,
cansada por teus cumes,
apagar as águas mansas da saudade.



sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Do José Carlos Sant Anna


A amizade, 
esse amor com outras paixões, 
traz paz e vem sempre grávida de descobertas, 
entrelaçada em cumplicidade de pele, 
sentires adivinhados, 
carinho sem contrapartida. 

Por aqui é assim, na Blogosfera.

E é tudo muito Bom . . .

Hoje quero acolher e celebrar o José Carlos Sant Anna, que nas suas Dúvidas Aquilinas e no delicioso Tão Preto me tornou fã incondicional da sua forma de agarrar as palavras e fazer magia.

Um blogger que merece todo o meu respeito pela sua sabedoria e inspiração sem iguais.

Visitem-no!

As suas espaçadas publicações fazem valer a pena toda a espera.



 Brooke Shaden


"Antes que pinte outro verão
devolva-me o pássaro e a gaiola

desta fugidia noite de águas espessas
em que me apertas contra o peito

e não me perguntes o que eu não sei;
agora inventemos alguns sussurros

para o enlevo que em si mesmo se abre
mais perto do céu para tocá-lo com as mãos

enquanto as tuas águas escorrem
entre as rosas, o rochedo e o mar.

Com os lábios abertos e as conchas 
fitando a carícia do teu corpo 

contra o meu, e o mar em ondas 
de brancura vindo, indo e vindo,

me abriga bem dentro do teu corpo 
aonde eu me perca, afogando-me

inextinguível nas contrações de tua boca. "

(José Carlos Sant Anna) 



Um beijinho para ti, José Carlos, e não te esqueças daquele especial para Tão!


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Beija-me



Beija-me, amor,
até à eternidade da escuridão
de noite sem aurora.

Deixa que o fresco do outono
tatue os nossos corpos 
com a tinta de apressadas primaveras.

Que a fusão de nossas bocas
apague a luz do mundo,
quedando-nos em suspensão.

Quero sentir a ânsia 
de teus lábios 
procurando-me em apetites 
onde sou gula e desejo.

Abraça-me nessa humidade sem fronteiras.

Salpica-me a pele nesse frémito,
detém-te aqui ou acolá,
por onde me transcendo
e perco a noção de mim.

Não pares,
solta a tua língua brincalhona.

Liberta-a 
pelo vale do meu pescoço perfumado,
no meu ventre sequioso
e permite-a escalar o meu peito.

Percorre as minhas trémulas coxas
de forças sugadas
no vácuo de tua boca.

Sou corpo beijável,
campo a ser lavrado,
molhado,
por ti, meu amor.

Beija-me e chama-me tua.



domingo, 20 de julho de 2014

Elvira Carvalho



Isto de blogar é um mundo. 
Mundo por onde navegamos, aprendemos, rimos e encontramos amigos/as.
Com a Elvira Carvalho o encontro de gostos e troca de visitas tornou-nos cúmplices nesta odisseia que é ser  mulher também na poesia.

A Elvira tem um papel de destaque na divulgação da poesia no feminino para além de escrever muito bem.

E não é que me quis surpreender com a publicação de um poema meu?
Quis adquirir o meu simples livrito e fez-me esta surpresa que me deixa de coração acelerado e de palavras escassas.
Não mereço tanto carinho.

Obrigada, minha querida!

Aqui  vos deixo poesia da blogger que referencio e insisto que visitem: 


POEMA DO NOSSO AMOR NASCIDO


"Ainda me recordo do tempo de solidão
quando na estação do meu desejo
embarquei ao encontro de ti.
Era Primavera? Não. Era ainda Inverno.
Mas o tempo não contava. Era um montão
de horas encerradas
na penitenciária do passado.
E foi justamente nessa altura
que te encontrei.
Trazias a noite agonizante
em teus cabelos,
enquanto nos teus olhos dourados
raiava a aurora.
Nunca te tinha visto e no entanto
soube logo que eras tu. No teu sorriso
- branco malmequer que desfolhaste,
me perdi. Com a força do desespero
que agoniza em silêncio,
o nosso amor nasceu. Depois...
bem, depois, não estava previsto
-mas aconteceu...a maçã do saber
adormeceu em nós.
A cidade, o rio, as gentes,
a vida e até a própria morte
deixaram de nos importar.
Há alguma coisa mais importante que
um homem e uma mulher que se amam?...
Lembras-te? Era o tempo dos beijos
a saber a pôr-do-sol,
das madrugadas amanhecendo
nos sorrisos sem palavras.
Era o tempo em que os nossos corpos,
prenhes de Amor, cavalgavam
pelas montanhas da Ilusão."

Elvira Carvalho




sexta-feira, 11 de julho de 2014

Da Fotografia




"Photography is a language. The eye captures, then the image will tell a landscape, a sight, a story.. an emotion. It is always a quick moment, fragile … an instant to offer."


"A fotografia é uma linguagem. O olho capta, então a imagem vai contar uma paisagem, uma cena, uma história ... uma emoção. É sempre um momento rápido, frágil ... um instante para oferecer."

Daqui






"No fundo a Fotografia é subversiva, 
não quando aterroriza, perturba ou mesmo estigmatiza, 
mas quando é pensativa."
Roland Barthes


Foto by Pérola


"O olho do homem serve de fotografia ao invisível, 
como o ouvido serve de eco ao silêncio."
Machado de Assis





Gosto de fotografia. 
Não sei fotografar e dificilmente lá chegarei, mas é arte que aprecio. Pelo realismo ou talvez pelo que não se vê. Ou melhor, o que só eu consigo ver.
Penso que um artista de fotografia é como um escritor, um poeta, um escultor, um pintor, . . .cria.
Capta, através da lente, instantes, imagens que se podem traduzir em milhares de palavras ou, quiçá, tão somente, no silêncio.
Nas minhas viagens blogosférias, de quando em vez, deparo-me com publicações fotográficas ou mesmo blog's de fotografia...e, eu, gosto, gosto muito.
Aqui fica o meu agradecimento a todos eles/elas. Que as vossas máquinas estejam sempre à mão prontas para um disparo até que o dedo vos doa.
'Click, já está'



"A Fotografia eterniza momentos.
A Poesia eterniza sentimentos.
A Fotografia é a Poesia da imagem.
A Poesia é a fotografia das sensações."
Desconhecido