Engarrafei aquele amor de outrora,
os beijos roubados
e outros tantos por dar.
Foram oceanos de ti,
trazidos em marés sem gaivotas,
de horizontes rasgados
com lâminas de inocência.
Guardei-te em lágrimas
salgadas como
embargos enfrascados
nas inquietações
do meu (nosso) querer.
Selei o teu corpo no meu,
a humidade da tua pele na minha boca
em eternidade fechada a sete chaves
de acesso restrito.
Fui flor colhida,
seiva derramada no viço
desse amor de outrora.
Tapei ousadias,
atrevimentos e partes de mim,
restando-me no todo
sem ti.