Trazes coisas do mar,
palavras perfumadas na maresia
em voo de gaivota.
Tens nas mãos o mundo
que me entontece,
deixas-me à deriva
ao sabor do teu tempo,
da tua vontade,
moderadamente.
Já te disse
o quanto anseio a loucura?
Junta a essas coisas do mar
a imprudência sem limites,
a anarquia de outras terras,
outros cheiros,
desejos inconfessáveis.
Vem !
Carrega-te em pleno
e oferta-te (só) a mim.
Leva-me contigo
por entre essas coisas de mar . . .


















