Quiseste percorrer-me,
trilhar por vales meus.
Grandes explorações inimagináveis,
e eu . . . gostei!
Sou mapa em branco
onde desenhas os meus recortes,
definindo-me a silhueta.
Escalaste-me montanhas
e fizeste-as tuas.
Descobriste minas de água fresca
onde te saciaste.
Cansaste-te em azáfamas
amorosamente brincalhonas.
Repousaste no meu regaço húmido.
Foste naúfrago da ilha que sou eu.
Ofereci-me em sacrifício desejado,
em ânsias da consumação.
Aguardo-te nessa viagem sem pressas,
pressentido-te em cada percurso,
saboreando-te nos passeios sem rumo.
Sou Mundo teu
em que te acolho como foras meu!
Pérola









