quinta-feira, 12 de outubro de 2017

dor difusa


Na dor que não sangra
não há cura
ou olhar doente.

Permanece aquele sentir
de não querer mais,
saltar o muro
e deixar os campos pisados, 
calcorreados,
 no calcanhar da escolha.

Na ferida por suturar
não há tempo 
ou febre 
para acalmar.

Quedo-se no instante
que se quer eternizar,
contradição da vida
por onde as dores
têm de sangrar,
 as feridas carecem de sutura
em caminho
e descaminho
com muros de dor.

5 comentários:

Edumanes disse...

Tu que tens nome de flor,
flor, nasceste no jardim
feliz sejas com o amor
jamais em ti tenha fim!

Como tu bem sabes,
poemas escrever
por isso tu fazes
o que deves fazer!

Um abraço.

emanuel moura disse...

No existirá tormenta para que possui no seu coração a palavra esperança ,belíssimo momento querida amiga ,beijinhos felicidades

Francisco disse...

Muito bom mesmo :)

Um dos meus favoritos :)

Beijinhos

Pedro Coimbra disse...

Que essa dor desapareça rapidamente.
Bfds

Eros disse...

Que uma purga surja, em breve.