terça-feira, 18 de abril de 2017

escondendo-me


coube numa caixa escura
o meu medo,
a minha alma
cortada pelas nesgas de luz
insistentes no chamamento
de outro eu.

confinei-me em espaço escasso,
pequenez definida,
no receio de outras dimensões,
da vastidão do mundo,
de flores por desabrochar
e mares por navegar.

Sabotei vontades,
quereres, desejos
e sonhos
sabendo da minha dor,
perdida algures por aí,
em mim, talvez.

9 comentários:

emanuel moura disse...

Um eu que necessita de luz e esperança ,muito belo querida amiga ,muitos beijinhos no coração.

Cláudia disse...

Já me senti meio assim, perdida...
Parece que agora ando mais calma.

Beijocas

Cidália Ferreira disse...

Maravilhoso poema! Adorei

Beijinhos de boa noite..

Maria do Mundo disse...

Não nos devemos sabotar nunca! Adorei!

Pedro Coimbra disse...

É tempo de se soltar dessas amarras.
Boa semana

Élys disse...

É preciso viver com o coração pleno de alegrias , pleno de fé no amanhã e sempre de forma positiva.
Um abraço.
Élys.

Rosa Carioca disse...

Lindo poema!

Francisco disse...

Gostei muito

Beijinhos

Ana Bailune disse...

Lindo post, belíssimo poema. A ilustração também é linda, amei.
Acho que esses pequenos lugares nos preparam.