terça-feira, 22 de agosto de 2017

com fome, com penas...


São fomes,
apetites sem Deus,
por onde me quero saciar.
São voos
de asas brancas,
imaculados
como a gula
que me consome.
São desejos
forjados na escassez do branco,
nas profundezas de mim
por onde
a vontade
é tanta,
vasta,
como o banquete
com que sonho
para lá das nuvens,
para lá de mim.

10 comentários:

emanuel moura disse...

Maravilhoso querida amiga ,já tinha saudades suas ,muitos beijinhos felicidades

Cidália Ferreira disse...

Que bonito!!

Beijinhos

redonda disse...

Gostei

Ana Bailune disse...

"Apetites sem Deus..." Acho que esta deve ser uma fome enorme.
Lindíssimo poema.

Venha ver as novidades no meu blog Expressão. Te convido.

https://ana-bailune.blogspot.com

José Carlos Sant Anna disse...

Porque também tinha fome
abandonei o deserto
tão vasto
na imensidão do nada
profundamente vazio
para ouvir
este canto distante
numa leve cadência
guiando meus passos errantes!

beijos, Moça!

Zulmira Romariz disse...

Pérola, gostei desse devaneio, bjs amiga

Cláudia disse...

Já não escrevias à muito...

Beijocas

Graça Pires disse...

Muito belo este poema. "São desejos forjados na escassez do branco, nas profundezas de mim..." Tão belo!
Beijos.

Meu Velho Baú disse...

Que saudades desta linda Poesia....Foi muita a ausência mas felizmente cá estou.
Beijinhos

Francisco disse...

Gostei muito

Beijinhos