quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

perco . . .



Perco o chão por entre linhas
ao acaso,
no murmúrio de palavras
que me chamam
como se eu fosse alguém.

Sorrio nesse abandono
do alheio
e até de mim
como se pudesse
não existir.

Quero pensar no caminho
com sentido,  
na vida sofrida
com visões aquecidas
no sol de querer
e ousar
o amor.

Perco a verdade de ontem
devagarinho
porque o hoje está
na página que viro
no outro livro que abro.

Sou a modos
trilho incerto,
vereda sem tino,
ar que me entra
sem saber
da respiração
que perco . . .


14 comentários:

José Carlos Sant Anna disse...

No início fez "o trilho incerto vereda sem tino" e a carne moldada no barro perdeu a respiração... porque o amor é intempestivo!
Um beijo, Pérola rara!

Cláudia disse...

Para começar bem o ano =)

Beijocas

Francisco disse...

gostei muito

Beijinhos

Roselia Bezerra disse...

Boa noite, querida amiga Pérola!
"Ousar o Amor"... que lindo!
Precisamos ser destemidos no Amor. Urge determinação.
Seja muito feliz e abençoada junto aos seus amados em 2019!
Bjm carinhoso e fraterno de paz e bem
🌺🌹🌷🌼🌻💐🌸🏵🙏

Magda Carvalho disse...

Que belo poema
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PAULO TAMBURRO. disse...


PÉROLA,

enquanto ousarmos o amor,sempre um novo dia nós ira presentear com o sol da manhã.
Um abração carioca.

Pedro Coimbra disse...

Texto e foto espectaculares!!

Ana Bailune disse...

Bonito e verdadeiro.
As verdades também são flexíveis, e mudam conforme os caprichos do tempo.

Jossara Bes disse...

Oi Pérola!
Lindo demais!
Que 2019 continue muito inspirador!
Beijo carinhoso!

Mari-Pi-R disse...

Que sigas el mejor camino sea como sea, un abrazo.

Graça Pires disse...

Perder o chão no caminho das palavras… Muito bom.
Uma boa semana.
Um beijo.

Rapha Barreto disse...

Belíssima poesia!

Ótimo final de semana
https://estante-porcelana.blogspot.com/

José Carlos Sant Anna disse...

Vim rever as trilhas depois de passar de café em café, não sei se deixei rastros... mas ainda tenho o gosto do café na boca...
Beijos,

Luz... disse...

Pérola, boa noite!
É um poema belíssimo, em que a autora começa por perder o chão e termina por perder a respiração... Um poema desafiador, em que a autora quer pensar no caminho com sentido, mas sabe que é trilho incerto e vereda sem tino... Um poema apaixonante, em que a autora é chamada como se fosse alguém, mas sorri como se pudesse não existir... Mas, acima de tudo, é um poema belíssimo em que a poetisa quer o sentido da vida, e não pode vê-la sofrida, mas quer aquecer sua visão do existir no sol de quem quer e ousa amar! E o que mais daria sentido à vida?! E o que melhor nos embriagaria de paixão pelo existir – senão amar?!
Belíssimo, belíssimo.
Seguindo.
Um abraço carinhoso
Angelo Feinhardt, Fe