quarta-feira, 24 de agosto de 2016

fagilidades



Silencioso o suspiro sem 'ai',
em delicadeza própria de flor,
como pegada de fada.

Frágil o olhar sem rogo,
em querer mais e mais,
como gelo em dia de sol.

Delicada a boca sem sustento,
em vontades esfaimadas,
como abismo sem fundo.

Terno o corpo sem mácula,
em convenções a cumprir,
como prisioneiro de si.

Afável a volúpia sem ti,
em sentir amorável,
como se fora real.


10 comentários:

Lucas - Blog: Overture disse...

Pôde ser 'Fragilidades' como poderia ter sido 'Delicadezas'. Preciosos versos: 'como pegada de fada'/ 'como prisioneiro de si'. Muito delicado.

Elisabete disse...

Lindos versos, Pérola.
Bjs

Os olhares da Gracinha! disse...

Como sempre uma pérola poética...bj

Cidália Ferreira disse...

Soberbo poema. Parabéns!

Beijo e um dia feliz

http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Adriana Helena disse...

Pérola, que coisa linda!
Surpreendente, único e inesquecível!
Exatamente como a flor, frágil e essencialmente bela!!!

Tenha um final de semana maravilhoso!!

emanuel moura disse...

Magnifico momento poesia querida amiga ,muitos beijinhos no coração.

Andreia Morais disse...

Maravilhoso!

Amara Mourige disse...

Pérola,sempre com belíssimos poema!Parabéns!!
Beijos
Amara

Francisco disse...

Muito bom

Beijinhos

Patrícia disse...

Oi, Pérola
Saudades de vir aqui apreciar seu dom! Beijos