terça-feira, 20 de setembro de 2016

permitir-se


Não sei se ouse, não.
Atrevo-me e depois vem de lá
o dedo apontado, o juízo
sem contar com a culpa.


No verbo permitir habita
a coragem, a audácia 
e o sorriso.

Há caminho aberto,
eventualidades
e aventuras anfitriãs.

Viver sem permitir-se
é como rio sem foz,
ave em gaiola,
mar sem maré,
sol sem dia.

Permito-me.

Há que permitir-se
sob pena do vazio
do aconchego,
 da acomodação,
de se ser por inteiro.

Dou-me permissão 
para permitir . . . ouso, pois claro.


8 comentários:

Cláudia disse...

Sim, vamo-nos permitir com conta peso e medida =)

Beijocas

Zulmira Romariz disse...

Outra coisa não esperava, mulher de garra, «permite-se» bjs Pérola

Nadine Granad disse...

Lindo!... Preciso permitir-me, sou insegura, mas tenho lutado ;-)

mム尺goん disse...

há sempre uma janela ou outra
por onde o sol há de entrar...

beijo

Bell disse...

Devemos nós permitir a viver novas histórias!!

bjokas =)

Élys disse...

Se assim quer, por que não se permitir? Usando a razão e o coração sempre ficará feliz.
Um abraço,
Élys

Cidália Ferreira disse...

Lindo =)

Beijo de boa noite

http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Jossara Bes disse...

Bela poesia! Permitir-se!
A vida em plenitude!
Beijo carinhoso!