sexta-feira, 17 de março de 2017

do pó



O pó paira no momento,
suspenso,
em fio passado
nos bordados da vida,
tecendo névoa
que importa esquecer.

Deposita-se em minha mão,
nas palavras que escrevo,
nas emoções de agora,
desviando-se 
de sentires envelhecidos,
coisas da memória,
esculturas em desuso,
meros testemunhos
de outros tempos.

Neste instante,
carrego o peso desse pó,
observo-o,
analiso-o,
de nada me vale,
de nada me serve.

Em inspiração natural,
solto o sopro,
suave,
de outros ares,
deixando o (re)início vir,
transparente na honestidade,
de outra possibilidade,
de me ver,
de me ser,
desempoeiradamente.

9 comentários:

Manuel Luis disse...

Vim aqui desempoeirar um pouco. Deixo-te a casa limpa.
Bjs

emanuel moura disse...

Que lindo querida amiga, desejo-lhe um sábado muito feliz beijinhos no coração

Francisco disse...

Gostei muito

Bom fim de semana

Beijinhos

Cidália Ferreira disse...

LINDO!

Beijo, bom fim de semana.

Maria Rodrigues disse...

Maravilhoso poema
Beijinhos
Maria

Nal Pontes disse...

Que lindo e com profundas palavras, saudades de vc, Bjs um bom domingo

Pedro Coimbra disse...

Do pó saímos, ao pó regressamos.
Boa semana

AFlores disse...

Já me preocupei mais com o pó, do que agora ;) :)
Ás vezes sopro levemente, umas vezes mais forte... e acabo por sorrir sempre, pois o (teu) coração continua lá desenhado.
(ahahahahahahah)
Beijinhos.
Tudo de bom.

Graça Pires disse...

Não deixe que o pó lhe embargue a voz...
Belo, o poema!
Uma boa semana.
Beijos.