quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

da vida em teia



A vida tem destas coisas:
enredos naturais,
tramas surgidas do inesperado,
telas tecidas em rede,
teias simples
ao primeiro olhar.

E porque esta complexidade
nos perturba,
gostamos de dar nós,
emaranhar fios frágeis,
instantes reais
onde basta ser
fiel a si próprio,
permitir e aceitar.

A vida tem de tudo,
é cargo pessoal
torná-la ligeira
na proteção de sopros indesejados,
ou confusa
nos cruzamentos da escolha,
trilhos e veredas
a chamarem por nós.

As balanças vêm depois
e só importam 
no peso leve
do amor próprio, 
em liberdade responsável
de ser acto e consequência,
enfim,
baraço de seda em teia brilhante
ou embaraço grosseiro enovelado
em labirintos nossos.

A escolha é tua
e minha,
nossa, 
de cada um.

12 comentários:

Francisco Manuel Carrajola Oliveira disse...

A vida por vezes é mesmo uma teia que nos envolve umas vezes para proteger outras para sufocar.
Gostei bastante deste poema.
Um abraço.
Andarilhar || Dedais de Francisco e Idalisa || Livros-Autografados

Viajante disse...

"A vida tem de tudo"
Muito bonito, Abraço

Cidália Ferreira disse...

Muito bonito!

Beijinhos

emanuel moura disse...

Como ficou belíssima esta linda tela da vida ,uma vida cheia de momentos únicos que cada um de nós vivemos ,beijinhos no coração.

AvoGi disse...

Sem dúvida que sim. Nós é que fazemos as escolhas
Kis :=}

Ana Bailune disse...

"A vida tem de tudo." Tudo mesmo.
Bela poesia!

Francisco disse...

Gostei

Beijinhos

Élys disse...

A vida é assim mesmo, cabe a nós fazer escolhas, sempre buscando não errar.
Um abraço.
Élys

Maria Rodrigues disse...

A vida é mesmo assim, tem de tudo um pouco.
Maravilhoso poema
Beijinhos
Maria

Cláudia disse...

É mesmo, a vida é feita de "um pouco de tudo" e ainda bem.
Dá-nos conhecimento, dá-nos outras perspectivas...

Beijocas

Pedro Coimbra disse...

A sabedoria é evitar ficar enredado nessa teia.
Bjs, bfds

Maria Silva disse...

Somos a soma de sonhos forjados, de ilusões dispersas no vento, de desesperos e momentos de íntima felicidade. Nem sei se escolhemos ou se perseguimos o que nos parecia constar como um eco de aspirações e ocultos instintos da nossa natureza imperfeita... Mas o resultado é mesmo esse: a nossa súmula de ser o que somos. E traduziste isso de forma muito bela.
obrigada.