sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

balada triste

Fazes ritmo na toada
em harmonias improváveis,
na textura dos sentidos,
que se bailam
por entre dedos
e solfejos soltos
em pressas demoradas.

Tocas perfumes
de outros aromas,
de outras cores,
de outros tons.

És assim,
maestro e instrumento
de esquecimentos em sinfonia,
orquestra e batuta,
de delírios meus 
ao te querer,
em filarmónica,
por pautas nossas
no dó por ti escolhido,
restando-me no refrão
por acontecer.

Racionalizas cores,
os sons da música,
pulsar do meu ser,
cadência solta 
nas lágrimas 
de nevoeiro 
por onde me cego
nesta balada triste.


13 comentários:

✿ chica disse...

Lindíssima poesia,ainda que em toques tristes...beijos, tudo de bom,chica

emanuel moura disse...

Harmoniosa poesia querida amiga, desejo-lhe uma sexta-feira muito feliz, apesar deste tempo chuvoso beijinhos no coração

Cláudia disse...

Bom para acabar a semana, apesar de trazer algum carga emocional não tão boa.

Beijocas

Ivone disse...

Lindo poetar por aqui, embora com uma ponta de tristeza, mas essa faz parte e inspira bons poetas, amei ler!
Abraços apertados!

Maria Adeladia disse...

Bela poesia,querida.Soa meio triste, mas ao mesmo tempo, suave e sensível. Passando para desejar-lhe um ótimo fim de semana. Bjs.

Cidália Ferreira disse...

Lindo!

Beijo
Bom fim de semana

Beatriz Bragança disse...

Querida Pérola
Intimidades poéticas,com antíteses muito bem conseguidas!
A tristeza...é do tempo.Vai passar.
O que não passa , nem queremos que aconteça nunca, é a sua brilhante inspiração.Parabéns.
UM beijinho
Beatriz

Francisco disse...

Gostei muito

bjs

José Carlos Sant Anna disse...

"Balada triste,
que faz lembrar alguém.
Alguém que existe
e outrora foi meu bem.

Balada triste,
velha amiga e companheira
vou cantá-la a vida inteira..."

Belíssimo poema, Pérola!
Fez-me lembrar a minha mãe. Afinada, ela vivia cantando melodias esse tipo de canção que coloquei um trecho da letra.

Beijos, minha querida!

Maria Silva disse...

Triste é o tempo do inverno quando frio e vento permanecem dentro de nós e são nossos companheiros na solidão.
O teu poema é o reflexo de mim num acorde de desespero entristecido e soturno.
Gosto dos teus versos. Se fosse invejosa sê-lo-ia da tua inspiração. Mas não sou. Nunca fui. Prefiro admirar, tantas e tantas vezes em silêncio como numa devoção.
Beijos.

Zulmira Romariz disse...

Saiu uma sinfonia bem harmoniosa, lindo, bjs Pérola boa semana

Pedro Coimbra disse...

Hoje em modo um tanto ou quanto sorumbático, não é?
Boa semana

Graça Pires disse...

Um poema muito belo, Pérola. A música, mesmo em toada melancólica, é sempre muito inspiradora...
Uma boa semana.
Beijos.