quarta-feira, 14 de agosto de 2013

( Sem) Tempestade



Respirei a humidade da chuva limpa
em compassos involuntários.

Senti a voz do vento 
anunciando nova aurora.

Teci esperanças
em olhares sem destino.

Deixei a tempestade passar
dissipada por rasgos de vontade.

Abri uma estrada
abrigada em árvore enraízada.

Esperei pelo Sol abrasador
como o teu corpo que me aquece.

Pensei na névoa que descerra
nuvens e humores.

Soube esperar-te nos desalinhos.

Na certeza da acalmia, 
foste tu força inspiradora,
fortaleza à prova de ciclones.

Abri o coração ainda húmido da borrasca
e aguardo-te,
qual abrigo amoroso,
porto seguro na aurora que desponta.


13 comentários:

Observador disse...

Mais uma pérola que a 'Pérola' nos oferece para, como eu, ser lida ao caír da noite.

Beijo

Tétisq disse...

estou com saudades de chuva...

bj*

Francisco disse...

É um poema de Outono ;)

Beijinhos adoreiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

Rafael Belo disse...

Belos versos pela alvorada do coração paciente. Obrigado pela visita. Sigo. Bj

Magda disse...

Lindo poema! Parabéns!
Beijos.

Cidália Ferreira disse...

Lindo
Gostoso de ler.

beijos

http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Li aqui uma espécie de permuta de ombro, e gostei muito.

Beijo amigo

rosinha cruz disse...

Lindo texto :)
Beijinhos

Vicky disse...

É da tua autoria? Lindo!

ॐ Shirley ॐ disse...

Querida Pérola, muito bom é esperar a aurora que desponta trazendo o grande amor...Beijos!!!

emanuel disse...

Simplesmente belo ,as palavras simplesmente ganham vida ,muitos beijinhos

Mona Lisa disse...

Saudades de algo que acabou ou saudades de matar saudades?

Beijinhos.

Maria disse...

Lindo...!
Bjs
Maria