terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Espreito

Da janela dos meus olhos sei-te longe.
És miragem perdida no horizonte.
Nuvem fugidia na brisa da maresia.

Partiste com bagagem de promessas,
malas a transbordar saudades futuras.
Sem quereres, embrulhaste a minha essência
no meio dos teus frascos de coleção.

Eu fiquei no alto do meu castelo
por perto de janelas e portas.

Ainda te espero.
Aguardo-te.
Tu sabes.

Pérola

23 comentários:

M D Roque disse...

O amor, num sonho, estende a tua mão ao frémito do toque. É magia, não esperes, está lá. Beijinho Pérola linda. D

Daniel Andre disse...

Boa noite amiga,
Digamos que seja uma linda poesia triste. Um amor quando parte leva um pedaço gigantesco de nós, e ficamos perdidos nos mares as vezes sombrios da saudade.

Grande abraço,
Fique na paz !

Dan,
http://gagopoetico.blogspot.com.br/

Claudinha ੴ disse...

Olá Pérola!
Vim retribuir sua amável visita ao TP e me deparo com poesias muito lindas.
Em especial este castelo, à beira do precipício, mirando o sentimento perdido no horizonte da alma.
Parabéns!
Beijos!

A Marafada de Algodão Doce disse...

Que lindo. Saudoso! :)

Cidália Ferreira disse...

Olá Pérola, boa noite

Poema tão bonito....Ai a carência..

Olha Amo esta música da Paula Fernandes...

beijinhos

Francisco disse...

Muito bom

Beijinhos

José Carlos Sant Anna disse...

És preito, miragem perdida, horizonte
que os meus olhos ainda alcançam,
tu sabes!
risos)
Beijos, Pérola!

Sr. Reticente disse...

O outro que nos faz esperar muitas vezes é incompatível com a espera que construímos em torno dele. Esperar é exercício de paciência e também exige sobriedade, pois o tempo passa inevitavelmente e com ele a expectativa pela chegada do outro está sempre sujeita a ganhar novos contornos... Quando nos detemos demais com o que se foi (mesmo prometendo voltar) nos fechamos para o que não para de chegar!

Fernanda Bender disse...

Bonito... a ausência, a partida sempre mexem muito com a gente, ainda mais se tratando da pessoa amada.
Tenha um bom dia, beijos!

Opinante disse...

Uau!! É só o que me ocorre!

LENAPENA disse...

Pérola, belíssima sua poesia. Um amor verdadeiro é assim, atravessa as eras. E é atemporal, não se importa de esperar, vive de lembranças e saudades. A imagem casou com perfeição aos seus belos versos. Um bom dia a vc.

O tempo das maçãs disse...

Um poema lindo e cheio de saudades do amor que se foi, mas que ainda espera voltar.

Beijinho.

Magda Carvalho disse...

Adorei o primeiro verso que lindo :) Beijinhos

http://retromaggie.blogspot.pt/

manuela barroso disse...

Cada vez mais perfeição, cada vez mais sensibilidade, cada vez mais poesia.
Beijinhos querida Pérola

Beatriz Bragança disse...

Querida Perola
Um belo poema, eivado de esperança!
Muitos parabens
Beijinhos
Beatriz

aflores disse...

Eu tenho muito medo de castelos, principalmente dos de areia :)

Já não castelos como antigamente ;)

E é melhor ficar por aqui, de malas e bagagens... esperando.
ahahahahahaha

:)

Tudo de bom.

(ATT ao bolo!)

PinUp Me disse...

Sempre uma inspiração :)

SOL da Esteva disse...

Como Donzela, desde o seu Castelo inacessível, esperando a chegada do Amor; é bom o sentimento!
As janelas do olhar prescutam o horizonte e anseia ver a luz que anuncia a presença desejada.
Belo Poema.


Beijos



SOL

JP disse...

O castelo quase que cai, ao contrário do amor, que perdura :))


Beijinhos

emanuel moura disse...

Uma ausencia presente no nosso coraçao ,um sofrimento de alma que clama pela sua presença ,muitos beijinhos

Ritinha disse...

Ah! o amor e a doce espera.
Sentimentos que confortam, um deles o de saber esperar.
bjs
Ritinha

silvioafonso disse...

.


Não fui embora de ti, mas se fui,
não era essa a intenção. Um
aperto no peito, uma vontade tão
grande de voar e eu aí, contigo,
preso num amor, não em qualquer
amor, mas no amor que em nosso,
meu e teu, peito nasceu. Eu não
fui, volto a te dizer. Eu não fui
embora de ti assim como de mim
tu, jamais partiste. De longe, de
muito longe eu vejo, na minha
imaginação, confesso. O teu
vestido branco solto no teu corpo
acariciando a tua pele no suave
embalo do vento que revolta os
teus cabelos emoldurando o rosto,
atrapalhando a vista e tal qual
um limpador de para-brisa, varre
por ti as lágrimas que teimam
fugir de mim.

silvioafonso





.

DIOGO_MAR disse...

Se a ausência e a saudade são o sal da vida, também devem ser o estímulo para preencher esse vazio.
Quando se fecha uma porta, logo se abre uma janela.
Temos é que estar atentos!

ABRAÇAÇO!


http://diogo-mar.blogspot.com/