terça-feira, 10 de junho de 2014

Nostalgia


Apetece-me silenciar,                        
beber de águas mansas,
deixar ir.

Abandonar-me por leitos vazios,
tapar-me no tempo,
ficar aí.

Depor armas,
baixar os olhos,  
quedar-me só.
              
Sair de mim,
despir-me da vida,
ser ninguém.

Supor-me além,
não sei onde,
talvez nenhures.

Bastam-me
lonjuras,
vastidões,
locais sem mim.




36 comentários:

Francisco disse...

Muito bom :D

Beijinhos

Gracita Fraga disse...

Oi Pérola
Por vezes precisamos quedar-nos para recompor as energias. E nestes momentos de silêncio conhecemos a nostalgia que toma a proporção do infinito.
Beijos e uma noite abençoada

Gracita Fraga disse...

Oi Pérola
Por vezes precisamos quedar-nos para recompor as energias. E nestes momentos de silêncio conhecemos a nostalgia que toma a proporção do infinito.
Beijos e uma noite abençoada

Cidália Ferreira disse...

Boa noite Pérola

Lindo demais... Até a mim me apetecia isto! Amei

Beijo
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Eduardo Maria Nunes disse...

Essa nostalgia,
está algo complicada
triste sem alegria
não fiques silenciada!

Dessa água, não bebas,
não é mansa, é salgada
não sabes nadar, não te atrevas
porque ela nunca está parada!

Os teus poemas,
são maravilhosos
lindos são os temas
como a cor teus olhos!

Um beijo.

✿ chica disse...

Momentos assim nos fazem reencontrar conosco mesmas.Beijos,chica

Andreia Morais disse...

Às vezes era mais fácil se nos pudéssemos libertar de nós, só para recuperarmos energias ou recompor as ideias.
Fantástico, como sempre!

Beijinhos*

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Wooow... lindo!
O silêncio do momento e do espaço, é tão importante para alimentar a alma como o cuidado em alimentar o corpo...

Muito belo!

beijinho amigo

mmm´s disse...

Hoje também me apetecia um dia sem mim...

Look Day disse...

As vezes é bom ''sair de mim'' e ''ser ninguém''.

Beijos.

São disse...

Gostei muito do poema, mas só de olhar para a foto tive vertigens....

Abraços :)

Adriana Leandro disse...

Um texto muito bonito. Beijinho!

galerafashion.com

Maria Emilia Moreira disse...

Olá!!
Também a mim me apetece ir...fugir de mim não sei como nem para onde...
Parabéns.Um poema tão curto e que diz tanto!!!
Um abraço.

Guaraciaba Perides disse...

Oi, Pérola...nostalgia , uma saudade dolorida e gostosa ao mesmo tempo...um chocolate meio amargo.
UM ABRAÇO

Zilnete Antunes disse...

Que lindo, Pérola!!!
Bjos!!!

Amanda Schuler disse...

Estou mega nostálgica hoje...
Seu post veio a calhar...
beijocas

Pedro Coimbra disse...

Mais uma preciosidade que uma Pérola nos oferece

Sónia TM disse...

E quantas vezes não nos apetece isto...


Sónia
Taras e Manias

Crocheteando...momentos! disse...

Que na contemplação do infinito...encontre sempre...a fonte que a inspira!!! Bj

Cláudia disse...

Neste momento apetece-me o mesmo =(

Beijocas

Simone Felic disse...

Teu poema me transmitiu paz e desapego , paras coisas fluirem melhor desapegar é bom.
bjs
http://eueminhasplantinhas.blogspot.com.br/

Bell disse...

Gostei =)

Labirinto de Emoções disse...

Olá Perola
Por vezes é necessário o Desapego, para encontrarmos o nosso EU..:-))
e, é mesmo no silêncio que isso acontece!
Bonito poema :-))
Um beijinho
Teresa

Opinante disse...

Tão simples, mas tão profundo. Adorei.

Alessandra Santos disse...

Olá!
Vim retribuir a sua gentil visita...amei o seu cantinho, já estou te seguindo...
Lindo poema...acho q. sempre estou assim...

Um super bjo!

Alê- Bordados e Crochê
Fã Page

Rapha Barreto disse...

E nos pegamos pensando assim, olhando para o nado e imaginando tudo.

Beijos

http://mylife-rapha.blogspot.com

Jéssica Mirtiany disse...

Que belo escrito. Maravilhoso de se ler. Parabéns!
Boa tarde :)

MARILENE disse...

Um voo sem destino, até que a realidade chame e os pés voltem ao chão, com outra percepção. Bjs.

Cidchen disse...

Este blogue está com nova cara. Agrada-me! :)

Apetece-me fazer o mesmo. Sair... e voltar como nova.

José Carlos Sant Anna disse...

Como apetece conjugar este verbo: apetecer. Fincamos-lhe os dentes, trincamos sua doce carne, ainda que a atmosfera seja de nostalgia, como neste caso, mas vale o que se leva no ato e, em seguida, levanta-se a vela e zarpa-se, supondo-se no mínimo, mais leve, renascido. Pelo menos, quando apetece o suspiro é de prazer (rs).
Beijo, Pérola!

Marta Vinhais disse...

Há dias que são vazios em nós...
Depois recomeça-se, refaz-se...Com um outro olhar...
Beijos e abraços
Marta

emanuel moura disse...

Assim e a vida tantas vezes uma perfeita melancolia querida amiga Perola ,muitos beijinhos

Agostinho disse...

Apetece-me dar o salto, voar por cima.

Gosto deste poema.

EU disse...

Belo poema expressivo de um estado de alma. Eu costumo apelidá-los de "Momento(s)". Depois o vento sopra noutra direção e nós voamos nele :)

Meu bjo :)

(É-me muito difícil, por falta de tempo, comentar todos os teus poemas.)

Arco-Íris de Frida disse...

"Lonjuras...locais ocais sem mim"...

As vezes tenho medo deles...

Beijos...

Beatriz Bragança disse...

Querida Pérola
Desejos íntimos,poeticamente expressos!
As minhas felicitações.
Um beijinho
Beatriz