terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Incontada


Não tem conta
as vezes de chão perdido,
a explosão de pensamentos
em meadas sem fio.

Reconto, multiplico
e acabo dividida.

Por isso,
não sei se te conte
as vezes sem conta 
por onde tentei metamatizar-me,
ser soma,
número positvo,
em potência de vezes
desenhada em exponencial.

Confusa,
em enumeração trocada,
já não sei da contagem,
das vezes sem conta,
em que me procurei,
busquei de mim,
e me incompleto
no árido desfolhar de demandas,
sentires por arrumar,
onde me falta o alinhamento,
a matemática de me ser,
uma vez só.


47 comentários:

Bárbara disse...

Bom dia Pérola
Uma poesia exuberante
Às vezes no perdemos dentro do nosso eu.Mas temos que ter força para nos reencontrar.
Abç
Pérola

Patricia Merella disse...

Olá Perola

Somos tão multiplas...nos perdemos e nos encontramos,nos rasgamos e nos emendamos e assim segue a vida,feliz dia querida,beijinhos

Andreia Morais disse...

Nunca desiludes. Está incrível!

r: Concordo contigo.
Tenho pena de não ter secado aquelas flores.

Beijinhos*

✿ chica disse...

Poesia linda e cheia de sensibilidade, que é tua marca! bjs,chica

Francisco disse...

Perdi a conta lolol

Beijinhos grandes

Laura Santos disse...

A linguagem dos sentimentos nunca é tão linear e exacta como a linguagem matemática...
Belo poema com expressões matemáticas!
xx

Laine artes disse...

Oi Pérola que bela poesia! Sempre nos desdobramos para dar conta de tudo!! E no fim sempre conseguimos, bjs.

Mirtes Stolze. disse...

Bom dia Perola.
Uma linda poesia cheia de criatividade e sensibilidade, a sua marca registrada.
Um lindo dia.
Beijos.

Bell disse...

A mulher é como a matemática incontavelmente confusa rs...

bjokas =)

Edumanes disse...

Tão confusa e esgadelhada!
o que lhe terá acontecido
porque só chegou de madrugada
no caminho se terá perdido?

Te desejo uma boa tarde,
não te percas no caminho
enquanto a lenha arde
mentem o teu corpo quentinho!

Para ti amiga Pérola um beijinho.
Eduardo

Arco-Íris de Frida disse...

Me embaralhei toda nessa conta...

Beijos...

Arco-Iris disse...

Linda Poesia com um tema bastante interessante.
Brijinhos

Ana Bailune disse...

O maior labirinto está sempre dentro do coração. Abraços!

Poesia do Bem disse...

Linda poesia como sempre faz encantar a quem ler. Amooo. tem muitas novidades no Poesia passa lá depois, bjs

Bandys disse...

Oi Perola,

Li de uma vez só.
Um poema não mapeado eu diria.
A busca do eu é infindável. Mas é bela.
Assim como teu poema.

beijos :)

Fábio Murilo disse...

Uma joia, Pérola.

Magda Carvalho disse...

Adorei o poema :)

http://retromaggie.blogspot.pt/

ॐ Shirley ॐ disse...

Perdida...perdidamente apaixonada.
Belo poema, Pérola.
Beijo!

emanuel moura disse...

Querida amiga Perola uma joia rara que nos prende do principio ao fim ,muito obrigado pelas suas palavras ,muitos beijinhos felicidades.

Mona Lisa disse...

Sensibilidade e tristeza à flor do teu excelente poema.

Beijinhos.

Zulmira Romariz disse...

Olá Pérola, que dizer? Linda poesia
como sempre,inspiração não falta,
beijos amiga

Arione Torres disse...

Oi amiga Pérola, adorei o post!
Boa semana, beijos e fique com Deus!

poesia de vieira calado disse...

Olá, boa noite!
Curiosa, no mínimo; a referências matemáticas...

Beijinho para si!

Guaraciaba Perides disse...

Oi, Pérola...toda multiplicidade na eterna busca da Unidade....há poesia sim no Universo e toda ela centrada no ponto de onde todas as coisas foram criadas pelo verbo amar.
Um abraço

Pedro Coimbra disse...

Essa procura é constante em cada um de nós, Pérola.
E deve ser mesmo assim

vendedor de ilusão disse...

A paixão faz dessas coisas: nos deixa confusos buscando às cegas de forma incontida.

Crocheteando...momentos! disse...

Perdi-me na sua bela poesia!
Bj amigo

Labirinto de Emoções disse...

Olá Pérola
A vida é uma busca constante do nosso EU...
Quando deixarmos de nos procurar... morremos e não demos por isso!
Beijinho Grande e bom fim de semana
Teresa

ReltiH disse...

QUÉ DECIR... EXCELENTE!!!!
BESOS

Cláudia disse...

Os teus textos deixam-me sempre a pensar...

Beijocas

Elvira Carvalho disse...

Podem contabilizar-se sentimentos?
Um abraço e bom fim de semana

Nidja Andrade disse...

Sempre temos o que aprender e refletir.
Teu texto é um belo motivo para um bom momento de reflexão.
Temos sonhos, momentos diferentes, pois há fases na nossa vida, tudo passa e as coisas boas nos enriquecem. BeijoooO

crazy40blog disse...

Ciência exata para o incontável..
Lindo!

Rute disse...

Um poema singular, e lindo
Beijos, bom final de semana

Sónia RM disse...

bonito poema :)

José Carlos Sant Anna disse...

Porque somos múltiplos nunca nos vemos no espelho como realmente somos, o segredo é respirar e esperar que o sal do oceano se torne menos acre do que a vida.
Beijos, Pérola!

Andreia Morais disse...

r: Não quero uma casa exageradamente grande, apenas que tenha o conforto suficiente para juntar todos aqueles que amo :)

Beijinhos*

Existe Sempre Um Lugar disse...

Boa tarde, quando pensamos que encontramos, o inesperado acontece e ficamos novamente perdidos, voltamos ao inicio e volta acontecer, neste mundo em que não se olhas a meios para se superiorizar ao outros, quem não se sente perdido?
AG

Sónia TM disse...

Mesmo lindo


www.tarasemanias.pt

Elyane Lacerdda disse...

Poema muito lindo e bem trabalhado,amiga!
Bravo!!!!!
Bjus
http://www.elianedelacerda.com

EU disse...

As contas ficam sempre a perder para as palavras. Estas são exuberantes, como mostras na poesia que escreves.
Bjo, Pérola :)

Agostinho disse...

... mas conta!

A Pérola é uma,
logo conta,
uma conta que brilha
no alvo pescoço
de alguém.
Quem?

SOL da Esteva disse...

Não existe matemática no Amor. Ele apenas existe sem conta nem medida.
Gostei do teu Poema. tem muito de Amor e paixão.


Beijos


SOL

Cidchen disse...

Às vezes ficamo assim, confusas... sem saber que caminho seguir.

Cidchen disse...

Às vezes ficamo assim, confusas... sem saber que caminho seguir.

Graça Pires disse...

Um poema muito interessante, de quem sabe usar as palavras...
Beijo.

Maria Silva disse...

Nunca se encontra paz ou equilíbrio quando sempre nos conhecemos divididos...
Decerto encontrarmo-nos e reconhecermo-nos nela - a divisão múltipla do eu - seja a única possibilidade de equilíbrio, senão da paz desejada. Sentirmo-nos inteiros num poema ajuda também. Mesmo que por momentos...
Beijo.