Mostrar mensagens com a etiqueta Amantes do verão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Amantes do verão. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 19 de abril de 2023

espelho

 


No espelho de água
mora um sonho de mim
onde o céu se une
à dança do vento.

São reflexos impermanentes
quais pensamentos
que te buscam
em frenesim louco,

Os ecos da fluidez 
estão impregnados
da fantasia ávida
de ti,
ardor que me corre pelas veias,
espelho de água 
onde te contemplo e desejo.


sábado, 18 de junho de 2022

orvalho



Nasce a manhã,
em aveludado começo,
promessa de um Mundo,
em vida orvalhada,
qual frescura tenra,
prenhe de flores,
sementes 
e da tua pele.

E esse Novo 
transborda de vigor,
pois 
se tua pele é corpo,
por explorar,
acabado de nascer
no orvalho.

Vem,
meu querido,
aninha-te em mim,
colhe a minha
 sede e fome de ti.

Deixa,
meu amor,
que o orvalho
seja nosso amigo,
confidente,
nesta madrugada
onde te nasces
e eu te amo.


sábado, 29 de maio de 2021

entrelaçados



No toque entremeado com o silêncio
correm brisas e ventanias,
em corpos famintos,
aquietados
muito depois do dia, 
dos instantes,
momentos e tempos 
para lá da ternura
suave da loucura.

Na pele quente,
 suada,
desenha-se o desejo de mais,
percorrem-se lonjuras
com mãos e pés,
preenchem-se vontades alargadas,
em nascentes sempre novas
de ti,
de nós.


 

domingo, 28 de maio de 2017

Quando



Quando tu me apertas
com teu querer
toda eu sou pele,
esqueço-me de respirar
dissolvo-me no gemido quente.
de teu corpo,
chamando-me ainda mais
como se as mãos,
o abraço 
fossem pouco.

Quando me procuras
e eu já estou em ti
permito deixar de me ser
dissolvendo diferenças
em elevação de um todo
onde eu e tu 
sobramos em prazer
fazendo vida
na agitação doce
de mares sem praia,
de barcos sem bandeira.

Quando tu me beijas
sem decência
toda eu sou capricho,
desalinho completo
sem inicio ou fim
apenas
o instante da eternidade
do desejo sem freio,
de amor
para lá do carnal.

Quando me sussurras
tuas vontades
já as havia lido 
no teu olhar,
sentido em minha essência,
pois se somos
a plenitude de
nós dois,
apetite saciado
em harmonia
de ganas e abundância
de ti,
de mim,
de nós.


quarta-feira, 17 de junho de 2015

Das malas, férias e afins . . .




Confesso gostar muito de férias.

Afinal, quem não gosta?

Contudo, tenho um problema, 
para não dizer uma doença, 
na hora de fazer as malas.

Que hei de levar?
E se chove?
E se preciso de bikini mesmo na neve?
E se houver uma ocasião que exija uma roupa mais produzida?
E se precisar de chinelos?
E se a carteira fica horrível com o calçado?
E se . . ., e se . . . ui, ui ! ! !
São imensas, as dúvidas.

Parece o Apocalipse.

Pois bem, tenho alguns truques:

* Tento focar-me na duração e no local da estadia.
*Escolho uma cor ou uma peça 'indispensável' e começo a selecionar o que poderá ser usado com o tal objeto forçado a dar o mote.
* Coloco os montes por secção em cima da cama
(casacos, tops, calças, interiores e por aí fora).

Os meus truques revelam-se sempre volumosos e incomportáveis (só para avisar).

* Faço uma segunda ronda e mais uma terceira.

Por último, toca a emalar.



Claro que nunca há espaço, as malas, sacos e necessaires são tão pequenos, mas tão minusculos, só visto.

Penso que alguém me compreenderá, não?

A bem ou a mal, lá acabo no destino.

Tem alturas que fico contente por ter exagerado 
pois tenho escolha e até empresto coisas minhas, 
porém o pior vem depois.

Aquando do regresso a casa, 
o desempacotar, 
para além da depressão pós férias, 
relembra-me como fui inconsciente e tão pouco prática.

Volto à trabalheira de (des)arrumar coisas a que não dei uso ( a maioria).


Desta vez, 
vou experimentar usar o esquema abaixo.

E contigo, como é na altura de fazer mala???



"Se todo o ano fosse de férias alegres, 
divertirmo-nos tornar-se-ia mais aborrecido do que trabalhar."
William Shakespeare


quinta-feira, 23 de maio de 2013

À Beira-Mar . . . a Onda !



A areia desalinha-se
no espumar brincalhão da onda.

Marota desafia a beira-mar
num vai e vem incerto.

Ora envolve uma concha desprevenida
ora vira um caranguejo desprevenido.

Com as manas forma
um turbilhão manso de águas salgadas.

Naquela maré vazante
toca nos búzios,
abandonando os grãos húmidos.

Voltará em alegre enrolar
dar de beber à areia sequiosa
espraiando-se em promessas cíclicas.


sábado, 30 de junho de 2012

Amantes do verão ( dia 30 )

Uma palavra que defina o verão...e este desafio!

Chegada ao último post das 'Amantes', fico surpreendida: comigo e com a militância de tantas meninas.
Sobrevivi e mais do que isso, cumpri, quotidianamente, o que era proposto.
Melhor, pior, uma parvoíce, um despropósito, uma brincadeira, não me interessam catalogações.
O que nesta hora interessa realçar é, à laia de análise e balanço, tanto do verão como do desafio:
a DIVERSÃO
Encontrada a palavra mais apropriada para definir o Verão, em geral, e simultâneamente, este Desafio, em particular, posso entrar na farra do encerramento.
Diversão: Sinónimo de festa, calor, pouca roupa, música, conversas, troca de mimos, surpresas, suor, paródia, dança, copos, praia, amor,... e porque não trabalho?
Let'go go Party!!!
 
P.S. Não posso deixar a ocasião sem sugerir, no evento do próximo ano, uma participação dos meninos da blogosfera, na versão de amantes no masculino.
-The End-

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Amantes do verão ( dia 29 )

Uma paisagem de verão...

iguatemiportoalegre.com.br
E porque já é verão e ninguém leva a mal, não resito a escolher uma paisagem nuito verão e vintage. Não podia ser mais trendy.
Como podem verificar a 'onda' vintage invadiu as passereles. Não posso deixar de mergulhar nela e apreciar as tendências.
Há para todos os gostos, tudo depende das inclinacações de cada um(a).
Cá por mim, fico-me pela avaliação dos items que desfilam e mais logo direi quais os panoramas ganhadores.
P.S. Repararam, certamemte, que o desfile se encontra dentro duma onda, literalmente?
Pois, a onda é uma paisagem, por mim, muito apreciada.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Amantes do verão ( dia 28 )

Uma sombra no verão...
Uma fonte de luz pode dar origem às sombras se houver uma interposição de um qualquer objeto.
Com o  Sol e a sua claridade escaldante é impossivel viver sem sombra, principalmente no verão!
O que nos vale é a imaginação para inventar objetos que promovam sombras sem as quais pereceríamos.

Por outro lado, a sombra pode significar ' Cosmético destinado a dar cor à zona das pálpebras'.
Aqui, entra-se em terrenos mais estéticos e de fácil delineação.

A escolher uma sombra no verão, opto pela sombra do que sou, do que fui...
Uma silhueta de mim...

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Amantes do verão ( dia 27 )

Os meus óculos de sol...
pt.aliexpress.com

Não li, em nenhuma regra do Desadio das Amantes, restrições ao tempo verbal da posse dos meus óculos de Sol.
Tenho alguns que não uso. O motivo não será a falta que me fazem. Detesto andar catrapisca com a intensidade luminosa do Sol, no verão.
Talvez por falta de hábito e porque começam a incomodar-me com o calor.
Ao deparar-me com estes, de mp3 incorporado, parecerei uma Et, não dúvido, mas feliz, ouvindo musiquinha que me transporta para outras dimensões.
Desconheço se serão desconfortáveis ou pesados.
Assim, conto com as opiniões dos instruídos expert na matéria.
Farei uma boa aquisição com estes óculos kitados? Ou é melhor cingir-me aos clássicos Ray Ban?
Aceito sugestões, que aconselhas?

terça-feira, 26 de junho de 2012

Amantes do verão ( dia 26 )

Um outfit de verão...

Revolvi o roupeiro.
Como objetivo: roupa prática, fresca, pronta para veraneio.
Tudo 'Made in Portugal', como convém.
* Camisa Ana de Sousa em rosa feminino. Pelo acabamento do decote dispensa colares ou fios.
* Calças justas, brancas,da Lanidor, com elastina para maior conforto.
* Sandálias em madeira, com tiras, branco, rosa e dois tons de verde, em pele, Seaside.
* Mala verde, leve, da Lanidor. Grande para caberem todas as tralhas indispensáveis a uma mulher.
P.S. Depois desta experiência, é maior o meu apreço pelos  fashionist blogers. Escolher e fotografar roupas é tarefa árdua, de forma a que resulte. O que não é o meu caso, mas Desafio oblige.
 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Amantes do verão ( dia 25 )

Da minha janela no verão...
Foto by Pérola
O silêncio atrai-me, especialmente em época de férias.
A Taty (a minha mania de batizar tudo o que se mexe), para além de muda, presenteia-me com poses dignas da Playboy. É óbvio que nunca se 'descasca', mas o riscado da sua pele e os desenhos geométricos da sua carapaça são-me simpáticos.
Tal como eu, espreguiça-se ao Sol, adorando o Astro Rei.
Eu quedo-me pela janela apreciando-lhe os jeitos, absorvendo esta maneira, mais lenta, vagarosa, de se viver.

domingo, 24 de junho de 2012

Amantes do verão ( dia 24 )

Uma fruta de verão...

Fruta só posso escolher uma.
Resolvi organizar um 'frutado' desfile.
Uma difícil escolha.
Tamanha a diversidade em cores, aromas e sabores.

Afinal, não entraram a concurso. Sem outfit os  MORANGOS foram desclassificados.

sábado, 23 de junho de 2012

Amantes do verão ( dia 23 )

Um som de verão...
Se há som distintivo do verão, é o da cigarra.
Ouvi-la é sinal de estio.
De dias abafados, irrespiráveis.
Nasci e cresci no interior, como  sabem. Os meus verões eram sempre vividos ao toque do canto da cigarra.
Quanto mais altas as temperaturas, mais alto, mais intenso e mais ensurdecedor o seu som.
Podiam ser dezenas, centenas e gostava de as ouvir 'arrancar' e esfalfarem-se num frenesim que cansava os ouvidos.
Com a vinda para a cidade, perdi este contacto próprio do verão.
No entanto, sempre que passo no campo e as ouço, as sestas, os passeios, as festas, as brincadeiras, as leituras, as tarefas, as saídas à hora de calor da minha infância voltam e sinto-lhes as impressões da altura.
A nossa memória auditiva pode desencadear verdadeiras viagens no tempo.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Amantes do verão ( dia 22 )

Um cheiro de verão...
apaulasiewerdt.wordpress.com
Recordo a tarde de agosto:
Abri os olhos.
Dormias, a meu lado, de semblante sereno.
O calor, lá fora, adivinhava-se no seu auge.
Nem sabia há quanto tempo estávamos naquele quarto.
Que importava?
Aproximando-me da tua pele, cerro as pálpebras.
Pelo teu cheiro, fundido com o meu, identificava-te.
Já não era posse de nenhum, antes de 'nós'.
Farejava-te dando liberdade aos sentidos que se soltavam.
Emoções propagavam-se, comunicando com o cérebro.
Transmissão recebida por cada célula do corpo.
Sem misericórdia, o meu nariz percorre o teu ventre, reclamando aromas renovados.
Acordaste sorrindo, provocador, cumprimentaste-me ( lembras?):
'Hum, que cheirinho! Que vai ser o almoço?'

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Amantes do verão ( dia 21 )

Uma coisa que vi no verão...
Foto by Pérola
A transparente água, azulada, manchara-se de coisa indefinida.
Pelos pequenos círculos que se formavam, a partir da pincelada escura que se desenhava na superfície, depreendi que seria ser vivo.
 Chamei por quem sabia, que me fizessem chegar um salva-vidas. 
Não me apresentaram nenhum rapagão musculado de calção laranja.
Lamentei, mas aquela vida precisava do meu socorro, dispensava fantasias minhas.
Com o auxílio de um camaroeiro (palavra aprendida) consegui resgatar o morceguinho meio molhado.
Mostrava vida, assustado.
Sem conseguir ver, deduzo eu, pelo que sei da fauna.
Fez-me lembrar pessoas que se passeiam pela vida, inconscientes das suas limitações e protagonizam aventuras fora do seu alcance.
Teve sorte!
Senti-me mais viva  por ter salvo uma.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Amantes do verão ( dia 20 )

As minhas leituras de verão...
Guardado na mala, na mochila, no saco, no carro carrego sempre um livro prontinho  a ser aberto por mim.
Houve uns anos da minha vida em que não conseguia adormecer sem ler. Nem que fosse o rótulo duma embalagem.
Estava adicted, e os livros bem como a literatura e tudo o que fosse passível de ser lido, sob qualquer forma e de qualquer teor, eram o meu vício.
De momento passeio-me por vários.
Escolhi as 'Brumas de Avalon' porque as li, reli, voltei a ler.
Quatro volumes que se completam, com vidas independentes.
Já lhes conhecia as descrições mais empolgantes e as vidas das personagens, mas continuavam (continuam) a atrair-me.
O fascínio da rei Artur, o seu mago Merlin e uma Grã-Bretanha Celta eram (continuam a ser) realidades a que me rendo de boa vontade.
Todos os rituais mágicos, a força da mãe Natureza elevada à categoria de Deusa em oposição ao cristianismo primitivo, levam-me a sonhar com a misteriosa Ilha de Avalon, de difícil acesso, e a sua magia poderosa, no feminino.
A lenda de Artur é-nos, aqui, romanceada duma forma bela e doce, com a narrativa na perspetiva das mulheres, verdadeiras detentoras do poder.
A 'Grande Mãe' que gosto de revisitar em tempos de lazer.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Amantes do verão ( dia 19 )

Um dia no campo no verão...
Foto by Pérola
Temos uma enorme sorte, fora normal, ao vivermos em Portugal.
Dos rios aos riachos, passando pelo oceano, somos contemplados com belas e frescas paisagens naturais.
Não esquecendo as  zonas verdes, criadas pelo  Homem ou tão somente as mais selvagens das quais nos apropriamos ao usufruir da comunhão com a natureza.
Sou uma rapariga do campo e não o dispenso em qualquer estação.
No verão, o prazer é redobrado, as sombras convidam ao dormitar com as cigarras como som de fundo e, eventualmente, um borbulhar de águas que nos embalam.
Propicia-nos o reencontro  connosco (próprios), e com o que de mais natural habita em nós.
Um dia passado no campo retempera  energias e rejuvenesce.
Relembra-nos as prioridades  verdadeiras da vida.
E, isto, agrada-me de sobremaneira.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Amantes do verão ( dia 18 )

Os amores de verão...
Por mais falado, romanceado, versejado, estudado, o amor é fonte inesgotável. 
Nascente eterna, incessante, da qual bebem apaixonados, amados, amantes ou tão somente curiosos.
No verão, com o calor envolvido e as poucas peças de vestuário envolvidas, é maior o chamamento, o convite ao amor.
Contudo, não posso deixar de lembrar que se encontra presente, até, na sociedade esquimó. As suas temperaturas, de várias dezenas, negativas nunca foram impedimento ao surgimento de esquimózinhos.
O namoro, os sentimentos de atração estão presentes no humano. 
A sobrevivência da espécie guia-nos e nós obedecemos-lhe, ainda que inconscientes.
Associamos, no geral, este conceito, de ligação afetiva a outrém, ao cariz sexual de uma relação.
O jogo dos afetos tem sempre uma casa de partida, mas chegada não agendada.
Desconhecemos se pelo meio vamos parar à prisão ou acabaremos expulsos pelas regras da própria 'brincadeira'.
Tudo pode acontecer!
Inclusivé o nosso próprio desgoverno, permitindo que os sentimentos, à flor da pele, nos dominem e fiquemos incapacitados de raciocínio lógico.
Amores? Necessários e recomendáveis em qualquer estação do ano!

domingo, 17 de junho de 2012

Amantes do verão ( dia 17 )

As melhores férias de verão...
sines.pt
Como já fui feliz na praia de S. Torpes!
A escassos km de Sines, conhecem?
Uma água com temperaturas de fazer inveja aos algarves e companhias, zonas rochosas de poças onde se apanham estrelas do mar na maré vaza.
Com a Central por vizinha e as marés negras a sujarem-lhe o areal, perdeu um pouco do seu encanto. Porém, ainda, em 2011 foi distinguida com uma linda Bandeira Azul
Para mal dos meus pecados, os surfistas descobriram-lhe as suas ondas perfeitas no encher de maré. Os alentejanos interiores apetrechados de farnel nos seus sacos, pesados de fazer deslocar ossos, para não falar das enormes 'geleiras' que arrastam pelo areal, invadem a praia provocando um ambiente 'contra natura'.
Já nem menciono os espanhóis da raia para os quais esta praia é a mais perto que têm. E eu que nem sou dada a estas discriminações.
Mas, fico nostálgica, que hei-de fazer?
Tenho saudades do S. Torpes da minha meninice onde acampava (clandestinamente, pois claro) durante quinze dias, todos os anos e havia tempo e espaço para o que a nossa imaginação nos levasse.
Tinha uma fantasia: imaginava-me em S.Tropez, do Sul de França, zona balnear estudada até à exaustão nas aulas de francês.  Uma similaridade nos nomes que me fazia sonhar.
Dizem que tudo muda e na mudança o Mundo pula e avança, contudo, neste caso, preferia a permanência.