Nasce a manhã,
em aveludado começo,
promessa de um Mundo,
em vida orvalhada,
qual frescura tenra,
prenhe de flores,
sementes
e da tua pele.
E esse Novo
transborda de vigor,
pois
se tua pele é corpo,
por explorar,
acabado de nascer
no orvalho.
Vem,
meu querido,
aninha-te em mim,
colhe a minha
sede e fome de ti.
Deixa,
meu amor,
que o orvalho
seja nosso amigo,
confidente,
nesta madrugada
onde te nasces
e eu te amo.



















