Mostrar mensagens com a etiqueta Pérolas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pérolas. Mostrar todas as mensagens

sábado, 18 de junho de 2022

orvalho



Nasce a manhã,
em aveludado começo,
promessa de um Mundo,
em vida orvalhada,
qual frescura tenra,
prenhe de flores,
sementes 
e da tua pele.

E esse Novo 
transborda de vigor,
pois 
se tua pele é corpo,
por explorar,
acabado de nascer
no orvalho.

Vem,
meu querido,
aninha-te em mim,
colhe a minha
 sede e fome de ti.

Deixa,
meu amor,
que o orvalho
seja nosso amigo,
confidente,
nesta madrugada
onde te nasces
e eu te amo.


quarta-feira, 3 de novembro de 2021

esse mundo ...


 Tem esse mundo

à minha espera,

mesmo aqui,

no meu pensamento !?

ou

sou eu que espero

todo esse mundo,

por aí,

no meu sonho !?


Não sei

e essa ignorância

queda-me triste,

sentada nos meus próprios sentires,

anseios e vontades.


Tem esse mundo ... 

 por  onde?


Foge-me de dedos entrelaçados com o tempo,

com ares de gigante,

olhando-me de soslaio,

como se fosse coisa pouca.


Chamo-o de mansinho,

grito

e clamo,

em vão.


Tem esse mundo

que espero

ou

espera por mim ...


sábado, 29 de maio de 2021

entrelaçados



No toque entremeado com o silêncio
correm brisas e ventanias,
em corpos famintos,
aquietados
muito depois do dia, 
dos instantes,
momentos e tempos 
para lá da ternura
suave da loucura.

Na pele quente,
 suada,
desenha-se o desejo de mais,
percorrem-se lonjuras
com mãos e pés,
preenchem-se vontades alargadas,
em nascentes sempre novas
de ti,
de nós.


 

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

divagando



Caminho por aí,
no acaso de querer,
 e de tanto querer
me perco.

Persigo sonhos,
colho flores
como se o amanhã
não me chegasse.

Estendo futuros por secar
em brisas doces
nascidas de ventanias
por conhecer.

Sou-me assim,
a modos menina cor de rosa
envolta em viagens de outras cores
porque a vida é assim.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

era...


Era vida suspensa
em molas frágeis
como gelo ao amanhecer,
arrepiado,
na luz anunciadora
de novo dia,

Era olhar com tempo
entrelaçado em histórias
de aqui,
de outros dias
e sem calendário.

Histórias a morar
na fantasia,
ilusão na ponta do pensamento
como se fosse a realidade 
mais enraízada
do mundo.

Era apenas vida 
correndo
nos dedos do caminho
ora escolhido,
ora tropeçado,
deixando leve perfume
esvaído na passagem.

Pois,
 se era
e já não é!?


sábado, 9 de fevereiro de 2019

Sonhando


Há sonho pairando
no horizonte
para lá do que vejo,
para além do que imagino.

Navega por céus
nunca antes vislumbrados,
nunca antes vistos.

Está longe,
tão longe
como minha alma
chamando o que sou.

Há sonho distante,
profundo,
viajando sem rumo
à espera de mim.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

perco . . .



Perco o chão por entre linhas
ao acaso,
no murmúrio de palavras
que me chamam
como se eu fosse alguém.

Sorrio nesse abandono
do alheio
e até de mim
como se pudesse
não existir.

Quero pensar no caminho
com sentido,  
na vida sofrida
com visões aquecidas
no sol de querer
e ousar
o amor.

Perco a verdade de ontem
devagarinho
porque o hoje está
na página que viro
no outro livro que abro.

Sou a modos
trilho incerto,
vereda sem tino,
ar que me entra
sem saber
da respiração
que perco . . .


sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Quarto


Há um quarto por aí,
na encruzilhada
de estradas
e caminhos,
onde nascem
pérolas,
rosas,
e outras
cousas  minhas.

Há um quarto por aí,
na linha do tempo,
onde cascatas
do teu ser
se derramam
em meus olhos
e a tua pele
me sacia
a fome de amor.

Há um quarto por aí,
no rio manso
da saudade,
onde sei de mim
ao percorrer
teu corpo
morno
por entre veludos
e ganas de te querer mais.


quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

A Distância de Ti...


Foi na melodia
em que me perdi,
por entre teus braços,
afagos e suspiros,
enfim.

Mesmo ali,
na linha da música,
rente a ti,
voei,
soltei-me
por entre notas,
pautas
e coisas de Mestre.


Foi ainda agora
este sentir
guardado
no segredo 
da nossa música:

a distância de ti.


segunda-feira, 16 de abril de 2018

deixa ...



Deixa-me ir com as ondas,
afundar-me no silêncio
das profundezas,
deixar de sentir.

Solta-me as amarras
deste querer desmesurado,
desta vontade de ti
antes que enlouqueça
na beira-mar
onde te ouço, 
te cheiro,
te adivinho.

Permite-me ser outra qualquer,
aquela 
que desconhece a tua pele,
o teu olhar,
o teu feitiço.

Permite-me fugir de mim
onde te és
na minha essência.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

sem chão


Caminho sobre águas
soltando pegadas
que satisfazem o apetite
calmo do mar.

Passo por aí,
onde o chão se afoga
por entre lamentos 
e regozijos de mim,
frémitos invisíveis
do que fui,
do que quero.

Balanço na viagem,
sem chão,
desse oceano
que quero conhecer,
vagando norteada
pela maresia da névoa
em que te sinto,
onde te busco.

Hesito na falta
de respostas,
na fragilidade deste querer,
sem chão,
tão imenso,
tão extenso
qual umbral flutuante
derramado sobre
a vereda molhada
e fria
onde me encontro.

Esperanço-me no olhar
distante,
para lá de mim,
onde te sonho, 
onde te sei,
onde te amo.

domingo, 1 de abril de 2018

Solta-me!


Solta-me!

Deixa-me gritar ao Mundo

o quanto te quero,

as milhas percorridas
em teu encalço,

o peso de ti
na minha pele,

de que forma 
é o meu amor por ti.

Sim!
Solta-me!

Nem imaginas 
como é tamanha
esta vontade,

ânsias descontroladas,
para lá de fronteiras
de qualquer espécie,

querenças arrumadas 
em minha mente,
em meu coração,
senhoras de senso perdido.

Solta-me e vem!

Para que mais depressa
me possa encontrar
perdida por ti ...
e ...
em ti!

quarta-feira, 14 de março de 2018

De mim . ..



Não!
Não me quero equilibrada,
certinha
ou bonitinha.

Nada do bem parecer
me basta.

Encontro-me no desacerto,
entornada,
no meu transbordo,
para lá 
do que é suposto,
para além de mim.

Sou aquela
que quer sempre mais,
mais de tudo,
intimidade,
essência
ou ousadia.

Não caibo em lugares perfeitos,
arrumados e catalogados.

Quero-me em desalinhos
próprios do sorriso,
do prazer
e da fantasia
de me ser 
feliz.

Atrevo-me nas veredas
varridas pelo Sol,
por onde florescem flores selvagens,
como eu,
sem canteiros,
limites ou fronteiras.

Não!
Não quero estradas alcatroadas!

Descalça,
permito-me sentir a erva húmida,
o solo irregular,
o pulsar selvagem
da vontade
que há em mim.



segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

interrogações do amor

Tenho dúvidas,
questões, incertezas,
pela vida toda
em autenticidades minhas.

Dizem-me haver duas formas 
de saber do verdadeiro amor:

 -  foste-me amigo verdadeiro
e te apaixonas (por mim)
de forma em que só pode ser Amor verdadeiro;

 -  ou te apaixonas (como pode acontecer com outra)
e tornas-te no meu melhor amigo
e será, de igual forma,
verdadeiro Amor.

São interrogações, 
meu amor, 
meras demandas para saber do amor, 
do teu amor,
por onde, 
afinal,
amizade vence a paixão.
Será?

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Gulosa ... eu


Hoje sirvo-me
em delicias
com formas , 
sabores 
e cheiros 
só meus.

Dou-me a provar
em doces 
com tons de salgado
a morarem em minha pele,
nas lágrimas
que me enfeitam a face
pela emoção de te amar.

Transbordo-me
nessa gulodice
lambuzada
a viciar-te
por entre natas e morangos
onde me sou:
gulosa.


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Doce



Ah!
Quando o Doce aflora 
em tua boca
e tu mo chamas
como se fora 
meu nome.

Acho-me e perco-me
nessa vertigem
de tanto me quereres
como se te fosse
um Doce.



sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Mordida



Saltito sobre forças,
 indomáveis,
de te apertar,
de te ter,
em minha essência,
deixando-me escorrer
nos teus lábios,
pela ternura suave
de te sentir em mim.

Apeteces-me,
 em pedaços,
mordido em minha boca,
salivando em antecipação,
agarrando em minhas mãos
o prazer,
de me ser,
em intensidades sem medidas,
com ganas de te beijar,
furiosa
na eternidade 
da pele apertada,
vincada
por carícias descompostas

São inconveniências,
supostos nascidos,
de atentados
ao desejo
desventrado
em minha língua
desnorteada,
alma de vida própria
nesta busca de ti.

Viajo em velocidades
enlouquecidas,
perdidas em apeadeiros calmos
onde o teu olhar me espera
porque meu querer
te quer abocanhar
em totalidades
fragmentadas
numa mordida aqui,
noutra acolá.




quinta-feira, 12 de outubro de 2017

dor difusa


Na dor que não sangra
não há cura
ou olhar doente.

Permanece aquele sentir
de não querer mais,
saltar o muro
e deixar os campos pisados, 
calcorreados,
 no calcanhar da escolha.

Na ferida por suturar
não há tempo 
ou febre 
para acalmar.

Quedo-se no instante
que se quer eternizar,
contradição da vida
por onde as dores
têm de sangrar,
 as feridas carecem de sutura
em caminho
e descaminho
com muros de dor.

sábado, 7 de outubro de 2017

Geografia



Arrepio-me no 
gelo
de meus próprios pensares.
Cerco-me duma brancura
sem calor
onde a luz persiste,
em se refletir,
em acordar-me
desabrochando minhas cores,
meu viço,
meu ardor.

Sou meu próprio pólo,
extremo que dói
em fragilidade
dessa busca sequiosa
de me encalorar
na tua floresta húmida
mais a Sul, 
noutros meridianos.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Navegando



Que faço eu
a este sentir?
A estas mãos
com fome de ti?

Que faço eu?

Navego neste livro
meio escrito,
muitos mais
por desfolhar,
vontades sublinhadas
com a ternura
do teu olhar,
de teu corpo
em ânsias pelo meu.


Que faço eu,
 meu amor, 
a tanta saudade tua?