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terça-feira, 18 de abril de 2023

Detenho-me

 


No diferimento de ti,
detenho-me
mais um pouco,
tanto mais,
no desenho de tuas curvas,
no calor fresco da tua pele.

Ainda trajo o teu olhar,
ainda moro na tua ilha
a palpitação não se quer acalmar.

Sinto-te em vagas saborosas
de memórias em flor,
com a vivacidade poderosa
de simplesmente estar contigo.

Acredita,
não me és exagerado,
impregnas-me de amor,
de subtilezas divinas,
o melhor de mim,
o melhor da vida,
do mundo.

Surges-me na esquina de cada segundo,
à flor da pele
e nos abismos da essência
com uma docilidade de outras dimensões,
uma querença arrebatada,
elevada
e abrangente,
qual chuva em praia sem abrigo.

Ainda hoje
te fazes presente,
te oiço a voz,
respiras no meu peito,
te abraço com força
pois se não te quero ver partir,
se te desejo aqui,
aí,
por onde andas.

Detenho-me numa vida suspensa
de encontros que transbordam no tempo
que se querem eternos,
numa permanência inacabável.

Ainda te sinto...


domingo, 14 de março de 2021

Nem sei ...


Nem sei como horizontes permanecem
como o sol pode azular a manhã
pois se tudo está longe,
foge-se-me da alma
como se o caos normalizasse a vida.

Nem sei como ainda respiro
e espreito os cantos das aves
e as flores a desabrocharem
pois se me acho perdida
na solidão do tempo,
em eras cobertas de pó
e eu desapareci.

Pois se quero o mundo,
oceanos tranquilos,
rios e cascatas frescas por onde 
possa ser-me
e ter paz.

 

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

interrogações do amor

Tenho dúvidas,
questões, incertezas,
pela vida toda
em autenticidades minhas.

Dizem-me haver duas formas 
de saber do verdadeiro amor:

 -  foste-me amigo verdadeiro
e te apaixonas (por mim)
de forma em que só pode ser Amor verdadeiro;

 -  ou te apaixonas (como pode acontecer com outra)
e tornas-te no meu melhor amigo
e será, de igual forma,
verdadeiro Amor.

São interrogações, 
meu amor, 
meras demandas para saber do amor, 
do teu amor,
por onde, 
afinal,
amizade vence a paixão.
Será?

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

fatias de pessoas



Inteiras são as pessoas
com várias vidas,
fatias e fases,

feitas
e temperadas a tempo.

Desarranjadas em corpo só seu
de emoções espalhadas
ao vento,
de sentires e gostos
submersos
na tona das marés.

Remendam-se pedaços
no cenário do todo,
onde cada um é uno
na diversidade
e parecença
da humanidade.

Seres construídos
em histórias,
lembranças,
e fragilidades
que nos partem
na unidade,
coesão própria das pessoas em fatias.


segunda-feira, 13 de março de 2017

diálogo meu



Insistes,
teimas na tua razão.

Olhas-me e vês
outra qualquer.

Eu não sou
o que tua mente quer,
o que teu coração deseja.

Continuas a mastigar 
os pensamentos
como se fosse bolo alimentar
e me pudesses processar
no teu sistema,
à tua forma,
do teu jeito.

Pois bem,
meu menino,
apenas sei que não sou reflexo de nada
e,
muito menos,
de ti.

Nasci sem espelho, 
paredes
ou imitações.

Rasguei a existência
por entre dores,
demandas,
sofrimentos só meus.

Sorvi o prazer
de me ser companhia,
adivinhar intuições
e sentires sem dono.
Só meus.

Bebi da vida
orvalhos,
tempestades que ninguém deu conta.

Perdi-me e achei-me
vezes sem conta
em labirinto por montar
como peça por encaixar.

Basta!

Pisa a terra o quanto 
te der na  gana,
enfatiza-te até ao último
abismo do planeta,
permanece em ti,
só tu sabes 
o quanto tens de te ser autêntico.

Eu floresço
em cor e cheiro de flor,
inclinada para o sol
privilegiada no veludo
de me ser.

Começo a viver
de pétalas abertas
dispensando teu calor,
tua presença,
teu tudo.

Agora sou só eu . . .


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

labirinto



Entro por essa porta
sem bater,
avisar 
ou me fazer ouvir.

Na desordem da quietude,
percorro teus corredores,
aventuro-me nas tuas salas,
segredo-me em teu roupeiro.

Abeiro-me das tuas janelas,
colho os teus horizontes
e,
sem saber,
faço morada em ti,
perco-me nos teus labirintos
ao me achar em colo teu.



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

das pérolas



E porquê o fascínio das pérolas?- poderiam perguntar alguns.

Bem, para começar o meu nome de batismo tem a ver com elas:


Depois, a pérola é fruto duma irritação dum ser vivo, a ostra.
É interessante constatar como as coisas belas podem surgir de rejeições e obstáculos, não acham?

Por outro lado, quem não gosta de pérolas?
Sejam elas 'originais', de cultura ou mesmo de plástico.

Tornaram-se  um acessório indispensável nos pertences da maioria das pessoas.
Se observarem bem, de certeza que terão algo como a madrepérola ou mesmo pérolas bem perto de vocês.

Confesso que gosto muito delas e, de quando em vez, até me sinto uma delas.

Para além do mais, 
mulheres da blogosfera, 
na dúvida...usem (sempre) pérolas
ou não fossem elas apropriadas para toda e qualquer ocasião.




sábado, 30 de abril de 2016

Um Olhar qualquer



Olha-se e não se vê,
vê-se e não se olha.

Comenta-se na cegueira,
cega-se no comentário.

Julga-se nos sentidos,
sente-se nos julgamentos.

Adivinha-se o que não se sabe,
sabe-se o que se adivinha.

Recebe-se o que se dá,
dá-se o que se tem.


E tu? 
Para onde olhaste primeiro?
Que te prendeu o olhar?
O cachorro?
O homem?
Um sentir qualquer nascido da pele nua?


sábado, 21 de fevereiro de 2015

Sempres e Nuncas


A partida


"Ao partir, 
disseram-me: voltarás sempre. 

Parecia um consolo.

Era uma condenação.

Odeio o sempre.

Nos lugares
da vida carecidos, 
o sempre é o pior dos nuncas."

                                                                  Mia Couto
                                                                  "Vagas e Lumes"


De tanto querer Sempre
Nunca me basto,
Sempre me sobro.

Sempre de mãos vazias
busco sem Nunca me querer,
por primaveras Sempre ansiadas.

Sou eu,
com Sempre e Nuncas,
sem Nuncas e Sempres.

Por saciar,
Sempre na inquietação 
de Nunca me saber,
projeto inacabado de Sempre me ser
sem Nunca entender.

Pérola


quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

É NATAL!!!




Pergunto-me porque associamos o Natal à neve, 
ao trenó com o Pai Natal e as suas renas!?

Será cultural, terá a ver com a tradição ou simplesmente por habitar no Hemisfério Norte?

Na realidade, também por outros Hemisférios, 
o Natal é celebrado ao calor de um Sol radioso e de pele à mostra.

Venho confessar que gostaria de passar um Natal na praia,
de tez morena e bikini vermelho.
Piroso?
Pois . . . talvez.
(mas, como gostos não se discutem . . .)

Será que o meu sonho se realizará?

Fica o desejo.

Feliz Natal!

Qualquer que seja o teu Hemisfério ou paralelo.



terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Do arrependimento



O tempo traz-nos tantas coisas . . . 

De entre delas vem o arrependimento que podemos aceitar ou . . . talvez não.

Há os que afirmam nunca se terem arrependido de nada e outros punem-se, culpabilizam-se na casa do 'estar/ser arrependido' em eras sem fim.


Eu ainda não me decidi, como em tantas outras coisas da vida.
Creio que, em principio, se tomam caminhos, fazem-se escolhas com o melhor que se tem e pensa na altura.

Depois . . .
Ah! Pois . . .

É sempre no 'depois' que surgem as consequências, se fazem balanços e então a luz aparece...' -afinal devia ter feito doutra forma, que raios!'

Ups!
Tarde demais.


Viver parece resumir-se a este contínuo de momentos, instantes por onde vamos acontecendo, sendo gente.

Como tal, tendemos ao controle, à perfeição, ao sonho e acabamos enleados nesta teia onde nos dizem que a liberdade é real, 
mas onde tantos outros condicionalismos nos trocam as voltas.


Se estou arrependida?

- De tantas coisas! Porém, de que me serve?

Ainda não inventaram a máquina do tempo e como diz uma amiga:
" - Para a frente é que é caminho!"
(como se fosse possível caminhar para trás...!)



quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Pessoas em Saldo



Quem não goste de saldos (promoções, reduções, descontos incluídos) que o diga nos comentários.
Até prova em contrário, vou considerar que a maioria os aprova, os espera e até se perde por eles.

Eu confesso fazer parte da grande parte que gosta de poupar uns euros e, quase sempre, acaba gastando mais porque está barato, a valer bem a pena.
Já devia ter mais juízo, mas gosto de compras, que hei de fazer?
Desconheço se é por ser mulher.
(Pronto, já confidenciei este meu pecado agora restringido pelas contigências do saldo bancário.)



É incontornável o aspecto material nas nossas vidas.

Quase tudo vem com etiqueta agarrada e alarme incorporado.



Esta mania de saldar existe porque há preço a pagar. 
Nunca ouvi falar de saldos na gratuituidade, na doação ou generosidade.

Porém, há saldos com preços muito elevados.
E estes afligem-me!

As pessoas empregados há algum tempo talvez não tenham reparado: Nos dias que correm, as pessoas, o seu esforço, o seu tempo, a sua dedicação, enfim o seu trabalho está em saldo.

Não é demagogia ou politica.
Pura realidade!

Custa-me saber do valor humano diminuido. 
Eu estou em saldo e não gosto.
(Esta é uma conta a saldar.)

Resta-me saber se ainda estarei por cá quando a época dos saldos dos salários acabarem.





domingo, 17 de agosto de 2014

Baralhamentos filosóficos ( baratuxos )




Uma laranja só é conhecida como laranja porque assim nos ensinaram, ou melhor, condicionaram.
A educação, este manancial de história que carregamos, desenha-nos como seres sociais.

Constata-se da individualidade única de cada um,
deste ser-se especial e inclonável,
relacionado com heranças genéticas e percursos exclusivos.

O caldeirão do que somos reflete-se para além das nossas fronteiras.
Sentimos, vimos, relaciona-mo-nos em consonância com o que somos (ou pensamos ser).
Os outros, o exterior é prolongamento nosso.

E com isto, resta-nos sempre a questão do absoluto, da sua existência.
Afinal, como são as coisas, de per si ?




sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Da Mudança


Qualquer transformação carrega em si mudanças, nas pessoas e no mundo em geral.



Seria extremamente prático podermos mudar de destino como quem muda de roupa como diz o poeta.
Cansativo para alguns, para outros nem tanto.

Porque isto de mudar ou querer mudar é tão subjetivo e pessoal quanto tudo o mais que se refere à humanidade.
Possuimos um determinado alcance nas nossas decisões, mas a maioria das coisas estão fora do nosso controle.

A verdade é que mudamos, seja por mote próprio ou ao abrigo de contigências várias ( e nem sempre do nosso agrado).



Dizem que mudar é bom.
Creio que é teoria nascida na inevitabilidade da mudança.
Gostamos sempre de arranjar argumentos, explicações para este emaranhado de emoções, sentires, pensares que é ser pessoa.

Tendo como ponto assente que mudar é obrigatório, temos de ser participantes activos nesses saltos da existência ou . . . pelo menos tentar.

É que não podemos viver a vida dos outros.
A nossa basta.




quarta-feira, 6 de agosto de 2014

As palavras que (nunca) te direi . . .



Mais velozes que o vento,
fogem de mim as letras
antes que as junte
e te diga tanto.

Vão apressadas,
fugidias,
escorregadias como sabão.

Tenho precisão duma mão cheia delas,
talvez mais,
sobra-me sempre que dizer.

Há uma imensidão
de palavras que nunca te direi,
nunca te disse.

A premência da tua presença
sufocava-me de arrebatamento
e . . . emudecia.

Bastava-me estar ali,
na respiração do teu ar,
entrelaçada em ti, 
sem palavras,
a linguagem dos corpos 
já era grito ensurdecedor,
conversa perfeita.

Na tua privação,
careço de verbalizar,
soltar o som do palavreado,
pôr em papel 
os pensamentos e sentires 
que me amordaçam na dúvida,
na saudade.

Apresso-me, meu querido.

Há um alfabeto inteiro por apanhar,
mil palavras que te direi
 . . .
se tu me esperares.


sábado, 21 de junho de 2014

Do Acaso


Confesso que isto  do Acaso, Coincidência, Destino e familiares destes me confundem.


Há opiniões para todos os gostos,
como é habitual a algo que é de difícil comprovação ciêntifica.


Nascendo nós em sítio e família não escolhida, terá começado, logo aí, o nosso Acaso?
Serão incompatíveis as decisões,o livre arbítrio com o azar ou sorte que moram para lá das nossas vontades?


Pois...não sei.
Desta forma, aguardo pelas vossas opiniões.
Quem sabe não me iluminam à cerca da temática?


Em que acreditam?
Na sorte?
No fado da inevitabilidade?
Na sina?
Ou, por outro lado:
Na vontade?
Na persistência,
Na total liberdade?
Na responsabilização de tudo o que acontece ao sujeito?
Ou haverá por aí meios termos e
cada caso será único?


sexta-feira, 9 de maio de 2014

× Da Mentira ×




É um daqueles temas, em que à primeira vista, estamos todos de acordo:  
" - A mentira é péssima e não pode fazer fazer parte da minha vida, de todo. 
Recuso-a e abomino-a! "

Concordo que a verdade deverá(ia)ser um constituinte da nossa vida e esta dançaria na melodia dos solfejos, em escala de veracidade, com notas sinceras e em tempos exatos.

Contudo, como em (quase) tudo, a realidade está a distâncias que variam com as pessoas e situações concretas.


Tal como outros 'males' da humanidade, a mentira faz parte da nossa vida.
Não há volta a dar-lhe.
Independente aos nossos clamores por honras virtuosas,
somos todos acossados pela 'vil' mentira.
Até me quer parecer que nos está no genes.

Há-as piedosas, as sem-querer, as sem intenção, as do mal menor, as que não querem magoar o outro, as intencionais, as maldosas, as cobardes, as que derivam doutras, . . . 

E que levante o braço quem nunca mentiu !
Alguém ? ? ?


Por princípio, faço parte da maioria, não gosto e odeio quando me metem.
Porém, o tempo, a vida ou seja lá o que for tem-me ensinado que tudo é sujeito de relatividade.
Logo, a mentira terá os contornos com que a desenharmos e terá menor ou maior importância de acordo com a história de cada um, hábitos sociais, modas e medições de gravidade que dependem, igualmente, do fator medida e do medidor.

A acrescer a esta interação (convém não esquecer o que mentimos a nós próprios) temos que somar outros factos como o perdão, o tentar entender 'porquês' e mais um rol de entidades que nos deixam os nervos esfrangalhados.

Viver não é tarefa fácil nem linear e sem manual de instruções pode tornar-se doloroso.
Como gostaria de habitar a certeza, até mesmo com a mentira como senhoria!



sexta-feira, 18 de abril de 2014

O Peixe e a Páscoa



O Peixe na Páscoa é um símbolo de vida. 
Alguns apóstolos de Cristo eram pescadores. 
Os primeiros cristãos já incluíam o peixe entre os símbolos das suas crenças.




O peixe foi o primeiro símbolo a identificar a fé cristã, utilizado pelos cristãos perseguidos pelos romanos.
ICHTUS, vem do grego ixtus, que significa peixe.
Os cristão primitivos usavam o desenho de um peixe como código de identificação.
A palavra ICHTUS, servia para traduzir a expressão Jesus (Iesous) Cristo (CHristos) Filho de Deus (THeou Uios) Salvador (Sôter).



P.S. E a ti? O peixe, o que te diz?



sábado, 5 de abril de 2014

De mim . . . às voltas com o Velho e o Novo.



Sou assim um género de pessoa que gosta de guardar livros, roupa, acessórios, bilhetes, enfim, cada pedacinho de coisa material que vai passando pela minha vida. Ao olhar ou encontrar algo há muito desaparecido, é como se viajasse no tempo e sorrio, mesmo com coisas menos boas.

Alguém reconhece esta sensação?

Pois bem. 
Fartíssima de ler sobre o deitar fora o Velho para arranjar espaço para o Novo, resolvi fazer uma 'faxina' como os nossos irmãos do continente em frente lhe chamam.
De saquinho em saquinho, passando por caixas, já foram vários kg da 'minha vida' que se foram.
Ainda o processo vai no inicio, mas já consegui arranjar  espaço, físico e do outro.
O pior foi o que entrou. 
Algo inesperado e com o qual tenho dificuldades a lidar.
Fiquei pior, sinto-me péssima.

Agora, resta-me a dúvida: - 'Continuo a esvaziar o velho? 
O novo tem vestes sombrias. Tenho medo. 
Não será melhor manter o 'lixo' por aqui?'




(Oh! Como gostava de ter a energia do carlos Drummond de Andrade!)

"Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo, é renovar as esperanças na vida e, o mais importante, acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado.
Chorou muito? Foi limpeza da alma.
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia.
Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechaste a porta até para os anjos.
Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora.
Pois é… agora é hora de reiniciar, de pensar na luz, de
encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Um corte de cabelo arrojado diferente, um novo curso, ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa. Olha quanto desafio, quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando… Ta se sentindo sozinho? Besteira, tem tanta gente que você afastou com o seu “período de isolamento”.
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para “chegar” perto de você. Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmos nos suportamos, ficamos horríveis. O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca fica amarga. Recomeçar… Hoje é um bom dia para começar novos desafios.

Onde você quer chegar? Alto? Sonhe alto! Queira o melhor do melhor. Queira coisas boas para a vida. Pensando assim, trazemos prá nós aquilo que desejamos.
Se pensamos pequeno, coisas pequenas teremos. Já se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida. E é hoje o dia da faxina mental.
Jogue fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes. Fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora, mas principalmente esvazie seu coração. Fique pronto para a vida, para um novo amor.
Lembre-se, somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes, afinal de contas, nós somos o “Amor”.
Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura."

Carlos Drummond de Andrade



quarta-feira, 19 de março de 2014

" A Amiga da Minha Mulher "


Vá-se lá saber porquê, acabo por ouvir esta música, todos os dias (várias vezes), na rádio do carro (penso que é a na CidadeFM).
É verdade que tenho o hábito do 'zapping' também nos trajetos curtos.
O ritmo contagiante das terras com açucar pode levar ao ligeiro balançar ritmado.
Até aqui tudo bem.
Depois, resolvi perceber a letra 
(afinal, que há para perceber?).

A (pseudo) amiga da mulher (quem precisa de 'amigas destas'?) assedia o pobrezinho do homem que confessa estar difícil resistir a uma mulher bonita. 
Ainda se fosse  feia . . . e o caso estaria encerrado.
Homens!

Para além das hesitações entre o 'pegar' ou não, surgem os avisos do cunhado e da sogra (?).
Sim.
Mete a família.

Não sei como acabou, mas ele vai avisando que a carne é fraca e a amiga da mulher é insistente e não respeita os seus pedidos.

Posto isto, e conhecendo de cor as canções de todas as estações que o meu 'Blaupunkt' sintoniza,
continuarei na saga da análise das letras.

Numa música, que mais interessa: 
A melodia?
A letra?
Ambas serão cruciais?


Amiga da Minha Mulher
Seu Jorge


"Ela é amiga da minha mulher
Pois é, pois é
Mas vive dando em cima de mim
Enfim, enfim
Ainda por cima é uma tremenda gata
P'ra piorar minha situação.
Se fosse mulher feia tava tudo certo
Mulher bonita mexe com meu coração
Se fosse mulher feia tava tudo certo
Mulher bonita mexe com meu coração

Não pego, eu pego, não pego, eu pego, não pego não
Não pego, eu pego, não pego, eu pego, não pego não

Minha mulher me perguntou até
Qual é, qual é?
Eu respondi que não tô nem aí
Menti, menti
De vez em quando eu fico admirando
É muita areia pro meu caminhão.
Se fosse mulher feia tava tudo certo
Mulher bonita mexe com meu coração.
Se fosse mulher feia tava tudo certo
Mulher bonita mexe com meu coração

Não pego, eu pego, não pego, eu pego, não pego não
Não pego, eu pego, não pego, eu pego, não pego não

O meu cunhado já me avisou
Que se eu der mole ele vai me entregar
A minha sogra me orientou
Isso não tá certo é melhor parar
Falei, ela não quis ouvir
Pedi, ela não respeitou
Eu juro! A carne é fraca, mas nunca rolou

Falei, ela não quis ouvir (Não quis ouvir)
Pedi, ela não respeitou.
Eu juro! A carne é fraca, mas nunca rolou

Não pego, eu pego, não pego, eu pego, não pego não
Não pego, eu pego, não pego, eu pego, não pego não."