Tenho dúvidas, questões, incertezas, pela vida toda em autenticidades minhas. Dizem-me haver duas formas de saber do verdadeiro amor: - foste-me amigo verdadeiro e te apaixonas (por mim) de forma em que só pode ser Amor verdadeiro; - ou te apaixonas (como pode acontecer com outra) e tornas-te no meu melhor amigo e será, de igual forma, verdadeiro Amor. São interrogações, meu amor, meras demandas para saber do amor, do teu amor, por onde, afinal, amizade vence a paixão. Será?
Inteiras são as pessoas com várias vidas, fatias e fases,
feitas e temperadas a tempo. Desarranjadas em corpo só seu de emoções espalhadas ao vento, de sentires e gostos submersos na tona das marés. Remendam-se pedaços no cenário do todo, onde cada um é uno na diversidade e parecença da humanidade. Seres construídos em histórias, lembranças, e fragilidades que nos partem na unidade, coesão própria das pessoas em fatias.
Olha-se e não se vê, vê-se e não se olha. Comenta-se na cegueira, cega-se no comentário. Julga-se nos sentidos, sente-se nos julgamentos. Adivinha-se o que não se sabe, sabe-se o que se adivinha. Recebe-se o que se dá, dá-se o que se tem. E tu? Para onde olhaste primeiro? Que te prendeu o olhar? O cachorro? O homem? Um sentir qualquer nascido da pele nua?
Quem não goste de saldos (promoções, reduções, descontos incluídos) que o diga nos comentários.
Até prova em contrário, vou considerar que a maioria os aprova, os espera e até se perde por eles.
Eu confesso fazer parte da grande parte que gosta de poupar uns euros e, quase sempre, acaba gastando mais porque está barato, a valer bem a pena.
Já devia ter mais juízo, mas gosto de compras, que hei de fazer?
Desconheço se é por ser mulher.
(Pronto, já confidenciei este meu pecado agora restringido pelas contigências do saldo bancário.)
É incontornável o aspecto material nas nossas vidas.
Quase tudo vem com etiqueta agarrada e alarme incorporado.
Esta mania de saldar existe porque há preço a pagar.
Nunca ouvi falar de saldos nagratuituidade, na doação ou generosidade.
Porém, há saldos com preços muito elevados.
E estes afligem-me!
As pessoas empregados há algum tempo talvez não tenham reparado: Nos dias que correm, as pessoas, o seu esforço, o seu tempo, a sua dedicação, enfim o seu trabalho está em saldo.
Não é demagogia ou politica.
Pura realidade!
Custa-me saber do valor humano diminuido.
Eu estou em saldo e não gosto.
(Esta é uma conta a saldar.)
Resta-me saber se ainda estarei por cá quando a época dos saldos dos salários acabarem.
Qualquer transformação carrega em si mudanças, nas pessoas e no mundo em geral.
Seria extremamente prático podermos mudar de destino como quem muda de roupa como diz o poeta.
Cansativo para alguns, para outros nem tanto.
Porque isto de mudar ou querer mudar é tão subjetivo e pessoal quanto tudo o mais que se refere à humanidade.
Possuimos um determinado alcance nas nossas decisões, mas a maioria das coisas estão fora do nosso controle.
A verdade é que mudamos, seja por mote próprio ou ao abrigo de contigências várias ( e nem sempre do nosso agrado).
Dizem que mudar é bom.
Creio que é teoria nascida na inevitabilidade da mudança.
Gostamos sempre de arranjar argumentos, explicações para este emaranhado de emoções, sentires, pensares que é ser pessoa.
Tendo como ponto assente que mudar é obrigatório, temos de ser participantes activos nesses saltos da existência ou . . . pelo menos tentar.
É que não podemos viver a vida dos outros.
A nossa basta.
É um daqueles temas, em que à primeira vista, estamos todos de acordo:
" - A mentira é péssima e não pode fazer fazer parte da minha vida, de todo.
Recuso-a e abomino-a! "
Concordo que a verdade deverá(ia)ser um constituinte da nossa vida e esta dançaria na melodia dos solfejos, em escala de veracidade, com notas sinceras e em tempos exatos.
Contudo, como em (quase) tudo, a realidade está a distâncias que variam com as pessoas e situações concretas.
Tal como outros 'males' da humanidade, a mentira faz parte da nossa vida.
Não há volta a dar-lhe.
Independente aos nossos clamores por honras virtuosas,
somos todos acossados pela 'vil' mentira.
Até me quer parecer que nos está no genes.
Há-as piedosas, as sem-querer, as sem intenção, as do mal menor, as que não querem magoar o outro, as intencionais, as maldosas, as cobardes, as que derivam doutras, . . .
E que levante o braço quem nunca mentiu !
Alguém ? ? ?
Por princípio, faço parte da maioria, não gosto e odeio quando me metem.
Porém, o tempo, a vida ou seja lá o que for tem-me ensinado que tudo é sujeito de relatividade.
Logo, a mentira terá os contornos com que a desenharmos e terá menor ou maior importância de acordo com a história de cada um, hábitos sociais, modas e medições de gravidade que dependem, igualmente, do fator medida e do medidor.
A acrescer a esta interação (convém não esquecer o que mentimos a nós próprios) temos que somar outros factos como o perdão, o tentar entender 'porquês' e mais um rol de entidades que nos deixam os nervos esfrangalhados.
Viver não é tarefa fácil nem linear e sem manual de instruções pode tornar-se doloroso.
Como gostaria de habitar a certeza, até mesmo com a mentira como senhoria!
Sou assim um género de pessoa que gosta de guardar livros, roupa, acessórios, bilhetes, enfim, cada pedacinho de coisa material que vai passando pela minha vida. Ao olhar ou encontrar algo há muito desaparecido, é como se viajasse no tempo e sorrio, mesmo com coisas menos boas.
Alguém reconhece esta sensação?
Pois bem.
Fartíssima de ler sobre o deitar fora o Velho para arranjar espaço para o Novo, resolvi fazer uma 'faxina' como os nossos irmãos do continente em frente lhe chamam.
De saquinho em saquinho, passando por caixas, já foram vários kg da 'minha vida' que se foram.
Ainda o processo vai no inicio, mas já consegui arranjar espaço, físico e do outro.
O pior foi o que entrou.
Algo inesperado e com o qual tenho dificuldades a lidar.
Fiquei pior, sinto-me péssima.
Agora, resta-me a dúvida: - 'Continuo a esvaziar o velho?
O novo tem vestes sombrias. Tenho medo.
Não será melhor manter o 'lixo' por aqui?'
(Oh! Como gostava de ter a energia do carlos Drummond de Andrade!)
"Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo, é renovar as esperanças na vida e, o mais importante, acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado.
Chorou muito? Foi limpeza da alma.
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia.
Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechaste a porta até para os anjos.
Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora.
Pois é… agora é hora de reiniciar, de pensar na luz, de
encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Um corte de cabelo arrojado diferente, um novo curso, ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa. Olha quanto desafio, quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando… Ta se sentindo sozinho? Besteira, tem tanta gente que você afastou com o seu “período de isolamento”.
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para “chegar” perto de você. Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmos nos suportamos, ficamos horríveis. O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca fica amarga. Recomeçar… Hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar? Alto? Sonhe alto! Queira o melhor do melhor. Queira coisas boas para a vida. Pensando assim, trazemos prá nós aquilo que desejamos.
Se pensamos pequeno, coisas pequenas teremos. Já se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida. E é hoje o dia da faxina mental.
Jogue fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes. Fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora, mas principalmente esvazie seu coração. Fique pronto para a vida, para um novo amor.
Lembre-se, somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes, afinal de contas, nós somos o “Amor”.
Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura."