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quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Quando te vais


 Para lá de mim,

acinzenta-se o horizonte,

quando tu te vais.


Deixas-me 

com o orvalho frio da ausência,

a saudade já presente no teu

derradeiro beijo.


Não te vás,

fica!

Ou leva-me contigo!

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Por um triz


Por um triz,
coaram-se perfumes
em tuas mãos,
filtraram-se olhares,
semicerrados,
prontos a serem
devorados.

Por quase nada,
o mundo encheu-se 
de outros mundos,
estrelas
e luas cheias.

Por pouco, 
choveram flores,
pétalas e cores
sobre o tapete 
onde te abandonas
em meu regaço.

Sou feliz, por um triz.

 

sábado, 29 de maio de 2021

entrelaçados



No toque entremeado com o silêncio
correm brisas e ventanias,
em corpos famintos,
aquietados
muito depois do dia, 
dos instantes,
momentos e tempos 
para lá da ternura
suave da loucura.

Na pele quente,
 suada,
desenha-se o desejo de mais,
percorrem-se lonjuras
com mãos e pés,
preenchem-se vontades alargadas,
em nascentes sempre novas
de ti,
de nós.


 

domingo, 14 de março de 2021

Nem sei ...


Nem sei como horizontes permanecem
como o sol pode azular a manhã
pois se tudo está longe,
foge-se-me da alma
como se o caos normalizasse a vida.

Nem sei como ainda respiro
e espreito os cantos das aves
e as flores a desabrocharem
pois se me acho perdida
na solidão do tempo,
em eras cobertas de pó
e eu desapareci.

Pois se quero o mundo,
oceanos tranquilos,
rios e cascatas frescas por onde 
possa ser-me
e ter paz.

 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

fatias de pessoas



Inteiras são as pessoas
com várias vidas,
fatias e fases,

feitas
e temperadas a tempo.

Desarranjadas em corpo só seu
de emoções espalhadas
ao vento,
de sentires e gostos
submersos
na tona das marés.

Remendam-se pedaços
no cenário do todo,
onde cada um é uno
na diversidade
e parecença
da humanidade.

Seres construídos
em histórias,
lembranças,
e fragilidades
que nos partem
na unidade,
coesão própria das pessoas em fatias.


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Mordida



Saltito sobre forças,
 indomáveis,
de te apertar,
de te ter,
em minha essência,
deixando-me escorrer
nos teus lábios,
pela ternura suave
de te sentir em mim.

Apeteces-me,
 em pedaços,
mordido em minha boca,
salivando em antecipação,
agarrando em minhas mãos
o prazer,
de me ser,
em intensidades sem medidas,
com ganas de te beijar,
furiosa
na eternidade 
da pele apertada,
vincada
por carícias descompostas

São inconveniências,
supostos nascidos,
de atentados
ao desejo
desventrado
em minha língua
desnorteada,
alma de vida própria
nesta busca de ti.

Viajo em velocidades
enlouquecidas,
perdidas em apeadeiros calmos
onde o teu olhar me espera
porque meu querer
te quer abocanhar
em totalidades
fragmentadas
numa mordida aqui,
noutra acolá.




domingo, 28 de maio de 2017

Quando



Quando tu me apertas
com teu querer
toda eu sou pele,
esqueço-me de respirar
dissolvo-me no gemido quente.
de teu corpo,
chamando-me ainda mais
como se as mãos,
o abraço 
fossem pouco.

Quando me procuras
e eu já estou em ti
permito deixar de me ser
dissolvendo diferenças
em elevação de um todo
onde eu e tu 
sobramos em prazer
fazendo vida
na agitação doce
de mares sem praia,
de barcos sem bandeira.

Quando tu me beijas
sem decência
toda eu sou capricho,
desalinho completo
sem inicio ou fim
apenas
o instante da eternidade
do desejo sem freio,
de amor
para lá do carnal.

Quando me sussurras
tuas vontades
já as havia lido 
no teu olhar,
sentido em minha essência,
pois se somos
a plenitude de
nós dois,
apetite saciado
em harmonia
de ganas e abundância
de ti,
de mim,
de nós.


segunda-feira, 13 de março de 2017

diálogo meu



Insistes,
teimas na tua razão.

Olhas-me e vês
outra qualquer.

Eu não sou
o que tua mente quer,
o que teu coração deseja.

Continuas a mastigar 
os pensamentos
como se fosse bolo alimentar
e me pudesses processar
no teu sistema,
à tua forma,
do teu jeito.

Pois bem,
meu menino,
apenas sei que não sou reflexo de nada
e,
muito menos,
de ti.

Nasci sem espelho, 
paredes
ou imitações.

Rasguei a existência
por entre dores,
demandas,
sofrimentos só meus.

Sorvi o prazer
de me ser companhia,
adivinhar intuições
e sentires sem dono.
Só meus.

Bebi da vida
orvalhos,
tempestades que ninguém deu conta.

Perdi-me e achei-me
vezes sem conta
em labirinto por montar
como peça por encaixar.

Basta!

Pisa a terra o quanto 
te der na  gana,
enfatiza-te até ao último
abismo do planeta,
permanece em ti,
só tu sabes 
o quanto tens de te ser autêntico.

Eu floresço
em cor e cheiro de flor,
inclinada para o sol
privilegiada no veludo
de me ser.

Começo a viver
de pétalas abertas
dispensando teu calor,
tua presença,
teu tudo.

Agora sou só eu . . .


sempre há


Há um mundo
a convidar,
tímido,
sem conversas,
existindo,
em coloridos
que chamam,
nas formas
à espera de serem moldadas,
no coração,
soltando horizontes,
descobertas
logo ali,
despidas de fronteiras ou limites,
e tu,
cego
nas coisas do mundo.

Olhas-te
nas sombras do cinzento
troçando do convite
como se não te fosse ele
a passagem do umbral
para te seres em plenitude.

Há pó,
terra,
chão,
mares
e cores.

Atreve-te!
Sê!
Vai!

domingo, 19 de fevereiro de 2017

teu último beijo



Guardo teu último beijo
a sete chaves,
poção de amor
húmida,
sabor de mim
na tua boca.

Não me chames louca
pois 
se não me deixas escolha,
ou te guardo
ou te odeio.

Ajeito este meu tesouro
em minha mão,
frágil cristal,
cravado na memória
de meu ser.

Fecho a caixa
de outros dias,
outras vezes
onde me fui
louca,
quiçá.

Arrumo o liquido
do meu olhar,
amor salgado,
o mar,
 teu último beijo.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

ensaio sem letra


É vã minha busca
do tempo,
da palavra,
da letra
a condizer com minh'alma.

Percorro cada recanto
da página branca,
cada fresta que possa abrir,
cada segundo fugidio.

Solto a pena
por entre dedos perdidos
em eras de outrora
onde o tempo 
segredava às palavras
a poesia do encontro.

Sobra-me o eco
desse tanto
onde escrevia nas linhas do teu corpo
a rima codificada.

É vá minha busca...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

ensaio para S


Engarrafei aquele amor de outrora,
os beijos roubados
e outros tantos por dar.

Foram oceanos de ti,
trazidos em marés sem gaivotas,
de horizontes rasgados
com lâminas de inocência.

Guardei-te em lágrimas
salgadas como
embargos enfrascados
nas inquietações
do meu (nosso) querer.

Selei o teu corpo no meu,
a humidade da tua pele na minha boca
em eternidade fechada a sete chaves
de acesso restrito.

Fui flor colhida,
seiva derramada no viço
desse amor de outrora.

Tapei ousadias,
atrevimentos e partes de mim,
restando-me no todo
sem ti.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Divagações . . . em sonhos.


"Não importa o quanto às vezes seja difícil, 
o quanto às vezes eu me atrapalhe, 
o quanto às vezes eu seja a densa nuvem que esconde o meu próprio sol,
 quantas vezes seja preciso recomeçar: 
combinei comigo de não desistir de mim."


________Ana Jácomo



Sou assim,
a modos que um sonho de mim,
uma lembrança,
ou mera vontade de me ser.

Sou assim,
a modos que a minha melhor amiga,
a pior inimiga,
sabotando-me 
como só eu sei.

Sou assim,
a modos que uma menina
com ganas de princesa, 
perdida no tempo,
em diálogos internos,
confusos, 
persistentes,
esperançosos
em que me dou a mão,
sem desistir de mim.




domingo, 1 de novembro de 2015

Como sobreviver sem PC ? ? ?



Quis o destino, o Universo ou simplesmente o acaso que o meu portátil se avariasse.
E agora ? ? ?
Como sobreviver . . .

Por um lado, 
venho justificar a minha ausência na Blogosfera
e, por outro,
manifestar as enormes saudades 
(sim, saudades, bem à portuguesa)
de te visitar,
de teclar palavras que ecoam e sempre encontram respostas
e muito carinho.

Por agora, aguardo que que o meu computadorzinho se recupere depressa.

Voltarei depresssinha, assim o espero.

Beijinhos !!!






segunda-feira, 6 de abril de 2015

De mim . . . para mim.



Caminho nesse campo
por onde o tempo
me é sombra,
em perseguição doentia.

Demoro-me nesse cheiro
que é meu,
nessa melodia
onde me sou,
por esse trilho
que chama 
por mim.

Quisera eu
outro caminho,
outra via,
nua de tempo,
sem ontem
nem amanhã,
somente eu.

Rasgo calendários,
não uso relógio,
mas não sei do rumo,
qual o destino
por onde o tempo não passa.


P.S. Peço desculpa a todos os meus amigos blogosféricos que se mantém por aqui.
Tenho andado um pouco ausente, 
confesso que morro de saudades de vos visitar.
Espero, bem breve, a todos saudar.
Obrigado pelo vosso carinho!
Não sei que faria sem este 'era tudo muito bom' onde, 
por vezes,
 o menos bom também se faz de convidado.



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Ups !!! Já se passaram 3 anos . . .



Tem dias, horas ou momentos em que a vida nos toma,
arranca-nos até de nós próprios.

Depois de muito vestir e despir, chorar, rir, recordar e sonhar,
eis que o blog completou 3 anos de existência e eu ?

Esqueci-me, pois claro.

Tão simples como isso . . . deixo-me arrastar pelo quotidiano e nem me lembro de mim.

Não fosse o querido Alberto a bater-me à porta, todo janota, com gravata e tudo, teria passado.

Vejam lá que até me trazia flores.

Um grande e verdadeiro querido, sem dúvida.
( não mereço)

Por outro lado, quer-me parecer que o lapso deve ter algo de inconsciente:
Não aprecio o tempo a passar e a idade a pesar.

Porém, não posso deixar a data em branco pois as alegrias da Blogosfera têm sido imensas e inesquecíveis.

Que a memória acorde desta letargia semi congelada!




Irei visitar-te!

Entretanto, fica com com o meu beijo e uma flor do 'e era tudo muito bom',
então não é?



Parabéns a mim!



quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Mimos fins e afins



Por aqui gela-se neste final de ano.

A sério que penso não resistir a tamanho frio.

Por outro lado, o calor da Blogosfera acalenta-me.

Não se pode ter tudo, não é?


Como o tempo é conversa desinteressante assisto às últimas respirações de 2014.
Não há forma de não balancear os deves e os haveres.

Poupo-vos às minhas divagações,
 podem descansar.

Vejamos :

Mimaram-me tanto por esta Blogosfera fora, mas tanto . . .

Por aqui deixo 2 materializações desse carinho.

O querido AFlores já por aqui mencionado algumas vezes.
É-me uma inspiração e um exemplo a seguir.

Quem me dera ter a sua força bem como a boa disposição!

(estou no top de comentadores, como sou vaidosa)




Do outro lado do Oceano:
A amorosa Pati, de quem já falei por aqui, quis mostrar um pouco mais de mim. 
Inspirou-se no que me conhece e não é que parece já ter conversado comigo face to face?

Vestiu-me com as cores da bandeira portuguesa e eis-me:


Confesso que gostava de ter sempre aquele sorriso e também de ser escritora 'à séria'.
Contudo, fico-me por ser umas vezes alegre 
outras uma grande, grande chata.

Sou Pérola e gosto muito de o ser já que Margarida significa Pérola.

Se tiverem curiosidade, espreitem um pouco da história do nome:
http://www.dicionariodenomesproprios.com.br/margarida/


O ano fecha deficitário porque nem tudo é muito bom.
Também quem disse que teria de o ser?
Eu e as minhas manias de querer ser feliz . . .

(Não foi como eu gostaria . . . , pois não!
Serei muito ambiciosa? 
Ou simplesmente tenho de aprender a conjugar a conformação?)

Dúvidas, hesitações e mais interrogações . . . !!!
Afinal, não é esta a história da minha vida?

Exceção feita à Blogosfera que pesou bastante no lado mais que positivo, 
continua a ser uma experiência que ainda me surpreende e a todos tenho muito a agradecer.

Fico-me por aqui;
Deseja-te um 2015 repleto de ternura e a concretização dos teus sonhos.

Bem Hajas!





domingo, 28 de dezembro de 2014

Mima-te !






Por hoje basta:

Cuidar-se !

Amar-se!

( já experimentaram serem o/a vosso/a melhor amigo/a ? )





quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Sem letras verificadoras . . .



Caros amigos blogueiros,

Pela informação de que disponho parece que a Blogosfera se encontra 'infetada' com a tal 'verificação de palavras'.

Mesmo com o 'Não' na opção das definições, a caixinha irritante aparece sem convite.

A solução é bem simples:

Basta comentar e ENTER.


Ignorem os caracteres de verificação, ok?

Assim, comentem à vontade, sintam-se em casa e vão passando palavra.

Eu vou-me alhear desta 'praga' e continuar as minhas visitinhas sem esforçar a vista com letrinhas desnecessárias.

Afinal, como alguém me comentava no 'post' abaixo: 'eu não sou nenhum robot'.

Muito obrigado pelo vosso carinho!


Beijinhos da Pérola






terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Ajuda blogueira...Precisa-se.



Alguém me explica porque aparece o pedido de verificação de palavras na minha caixa de comentários?
Eu já defini o 'Não' há tanto tempo e já confrmei, mas continua a aparecer.

Quem me ajuda a eliminá-lo de vez?