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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Criança


Criança minha,
do mundo 
e dela própria.

Fogem-me as letras
na maré cheia
de meus olhos,
pois se nos teus
me acho sem querer.

És-me encantamento, 
magia materializada,
nesse teu jeito
de te seres menino,
petiz para sempre
em mim.

Foto By Pérola



segunda-feira, 28 de julho de 2014

Filho do Mundo !





- Diz-me tu!
     - Quem és?
          - Que queres?
               - Que pensas?





Sou invadida pela impotência de te saber,
despido de mimo, 
carente de pão,
na pele a falta de beijo.

A vida reflecte-se no teu sorriso,
na genuína inocência de te seres
filho do mundo.

Habitas uma dimensão paralela
por onde a tecnologia não faz estrada,
os direitos não passam de miragem.

Indiferentes à tua idade,
às tuas premências,
os outros filhos do mundo
descontentam-se
na abundância de ter.

Frustam-se, 
desesperam,
desanimam
e invejam-te o teu único bem:
a alegria estampada em teu rosto.

Pobres gentes!

Ignorantes ou alheados
da arte mais simples de se viver,
a humanidade na sua plenitude,
o gostar-se de si,
bem como dos outros,
sem preconceitos,
de aceitação onde os 'ses' não têm morada
e as diferenças deveriam ser tesouro.

Responde-me se quiseres...se puderes...se souberes.

Envergonhada pelo teu olhar
reprimo o convite de me dares a mão,
de te chamar irmão.

Porque sou deformada,
limitada para além do desejável,
quero sempre mais
e sinto-me triste.




quarta-feira, 11 de junho de 2014

. . . menino . . .



Se tu perguntasses!?
Oh! Meu menino de oiro!
Se tu soubesses!?

Há mundo diferente . . .

Nem todo o ventre se rasga
em fome de beijos,
nem todo o olhar se perde no aqui.

Há flor de outra cor . . .

Nem todo o céu te cobre
de dias iguais,
nem toda a estrada vai dar ali.

Oh! Meu menino de oiro!
Se tu soubesses!?
Se tu perguntasses!?

Há infância diferente . . .

Nem todo o tempo se esvai
na repetição do tem que ser,
nem o nascer tem de ser assim.

Há dia diferente . . .

Nem o Sol só é despertador
no ritmo que te faz crescer,
nem a noite é coisa ruim.


Quem dera ofertar-te 
outro mundo,
outra flor,
outra infância,
outro dia
para perguntares e saberes 
o como é bom ser menino de oiro.


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Um Passo para a Igualdade



Magda fez um 'post' sobre uma iniciativa da revista Máxima tendo como tema a igualdade entre géneros.

 "A Revista Máxima desafiou 100 homens a calçar sapatos de salto alto sem preconceito - um passo pela igualdade. Este projecto têm como objectivo alertar para as desigualdades de género, as diferentes questões e reacções que ainda nós deparamos perante uma sociedade e no mundo. Entre este projecto estão questões relacionadas como: a violência doméstica, as desigualdades perante o mercado de trabalho, o peso da contracepção que apenas é colocado em cima dos ombros das mulheres entre outros escândalos."

Ficam, pois, algumas fotografias, que considero interessantes, à cerca de colocar os homens em stilleto:






Esta história da 'igualdade' é poço sem fim e coisa de argumentos para todos os gostos.
Para mim, não há igualdade, ponto final, parágrafo.
Somos diferentes e ainda bem, acrescento com vontade.
Como costumo dizer: ' a diferença enriquece-nos'.

Porém, deixam-me de cabelos em pé injustiças e tratamentos diferenciadores baseados no sexo.
Apesar de  diferentes, somos, essencialmente, todos pessoas, com os mesmos direitos e deveres.

Este tipo de campanha, ao trazer a diferenciação pelos sapatos é apelativa e talvez faça sentido.
Mas, mudará algo?
(é engraçado de constatar que se fossem mulheres a usarem calçado masculino (quase) não haveria impacto.
E, isto dá-me que pensar . . .

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Homens que lavam a loiça têm melhor vida sexual



"Agora é científico: os homens que dividem as tarefas domésticas com a companheira contribuem para a harmonia entre o casal e podem ter uma vida sexual mais satisfatória, revela um estudo americano."

Pois é, minhas lindas ! 
Desconheço se entretanto mais estudos foram feitos a as conclusões foram alteradas. Isto com os Americanos nunca se sabe . . .

Parece que as mulheres sentem maior atração pelos companheiros que partilham o trabalho doméstico. 
Não me admira. Desta forma, sobra mais tempo livre.
Por isso, rapazes . . . toca a levantar o rabinho do sofá e estender uma roupinha ou aspirar uns ácaros. Só têm a ganhar com isso e a vossa princesa agradece.

Ainda segundo este estudo, os filhos poderão funcionar no oposto. Nada de novo. A intimidade precisa de cumplicidade, tempo, disponibilidade e momentos a dois: coisa difícil  com o nascimento de rebentos que dependem durante décadas dos progenitores, que voltam 'a acordar' já na 3ª idade.

Mas, isto era para ser um 'post' divertido. 
Desculpem-me.
Por isso, nem vou divagar no porquê do insucesso cada vez maior das relações e na insatisfação que existe na maioria das pessoas.
Vivemos momentos conturbados e de mudança.

Voltando à temática que hoje aqui me trouxe:

Meninas, vamos lá a pôr os homens a lavar a loicinha (deem descanso à máquina e ainda poupam na eletricidade) e no final pode ser que ele se refresque no lava loiça e aguarde que o sequemos de pano da loiça em riste, tal como o da imagem:



sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

- Não Chores ! ! !





Lá fora as nuvens prometem lágrimas sofridas.
- Não saias ! Fica aqui !

Palavras inesperadas ferem-te fragilidades.
- Não ouças ! Nada esperes !

Vestes tristezas desnecessárias.
- Desnuda-te ! Contempla a tua beleza crua !

O Mundo conspira contra ti,
isola-te em redoma de sombras.
- Não chores !

- Vem !
Aninha-te no meu colo,
deixa que beije os teus cabelos,
te diga como és única.

Recolhe a chuva,
faz uma dança enfeitiçada.

Reúne as palavras,
escreve os mais belos versos de amor.

Alegra-te por ti,
sem outros,
com sorrisos abotoados.

Abraça o Universo,
semeia nele as estrelas dos teus olhos,
torna-te em bússola de uso exclusivo.

- Não chores, minha querida !
Tu és o principio e fim de ti.



quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Escrevo-me . . .



" Escrevo-me por palavras feridas, 
em língua de outros mundos, 
só meus.

Escrevo-me com tinta desbotada, 
em cores esbatidas, 
amareladas no tempo.

Escrevo-me nas letras do teu amor,
em sílabas gemidas 
no sussurro cúmplice.

Escrevo-me no corpo e alma
com desejos enlouquecidos
na insanidade de mim.

Escrevo-me em esperas,
pausas descompassadas,
desvarios habitados pela fantasia.

Escrevo-me com os teus dedos,
moldada em silhuetas
desenhadas por ti.

Escrevo-me em viagens imaginadas
de universos de prazer
onde és a galáxia maior.

Escrevo-me por mares e oceanos,
onde és porto de abrigo,
refúgio secreto.

Escrevo-me nos teus lábios doces,
desenhada em beijos sem fim,
na perdição do teu abraço.

Escrevo-me nas tempestades da dúvida,
tormentos nublosos,
feridas em cicatrizes por sarar.

Escrevo-me no perfume da primavera,
no teu cheiro delicioso,
apetite guloso.

Escrevo-me nesta vontade insaciável
de infindável procura
que é ser Eu.

Pérola

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Ser Criança

Ser-se pessoa implica a passagem por esta época ou fase, mais ou menos duradoura, chamada de infância.
Todos, sem exceção já o fomos.
Outros dizem que o são pela vida fora.

Ser criança supõe inabilidades várias e um mundo de aprendizagens obrigatórias na vida social.
Sujeito a poderes paternais ou outros, a criança é uma pessoa que requer cuidados específicos.
O seu desenvolvimento deverá contemplar todas as vertentes.
Findo o crescimento corporal, deixa-se de ser criança?
O fim da adolescência marca o seu término?

O conceito é vasto e varia com as culturas e tradições associadas.

Por aqui tendemos a prolongar esse espaço de tempo para além do que os especialistas na matéria recomendam.
Existem cada vez mais jovens ou adultos de meia idade a dependerem dos pais, com o cordão umbilical ainda a pulsar.

É matéria controversa.
Sei, por experiência própria, que o tal corte no cordão ocorre de certeza com a 'morte' do progenitor.
Não há volta a dar.
Nessa ocasião sofrida, a criança que habita dentro de nós definha porque se torna indispensável tornarmo-nos adultos.
Pode-se continuar a gostar de aprender, encerrar uma ingenuidade infantil, mas ser criança?
Muito dificil...ou impossível.

Num mundo ideal todas as crianças, sem exceção, o deveriam ser em plenitude.
 Os afetos e as brincadeiras seriam os seus primeiros companheiros.

Que cada um faça o que lhe está ao alcance no contributo da formação dos adultos do futuro!


domingo, 14 de outubro de 2012

Histórias Reais


Fruto da instabilidade outonal, ou talvez não, a realidade é que a garganta arranha-se-me. Até tenho dificuldades em adormecer com a sensação incómoda. Já nem sei que mais hei-de tomar.

Mas, pior que este desconforto doentio, é saber de situações que me arranham as vísceras fazendo-me sentir repugnância pela humanidade traduzida em usos e costumes ( de respeitar, já sei, estudei Antropologia) que não consigo tolerar.

O(a)s mais sensíveis, hoje, não leiam.


Venho falar de Waris Dirie que será conhecida de muitos, mas admito a minha ignorância.

Menina nascida no Deserto da Somália, que não sabe ao certo a sua idade. Na actualidade  45/46?.


 Passou a infância a pastorear os camelos e cabritos de seu pai em pleno deserto.
Aos 5 anos foi submetida à mutilação genital. É um rito em que as meninas são cortadas, para se manterem virgens até ao matrimónio.
Não desço a pormenores porque me envergonham e arrepiam.
  

Fugiu aos 13 anos para escapar ao casamento forçado com um homem de 60 anos que prometeu por ela 5 camelos.
Atravessou mais de 500 km de deserto sózinha, descalça até chegar à capital Mogadíscio. Aqui uma tia, casada com um diplomata, que ia para Londres levou-a consigo.


Na capital londrina, enquanto trabalhava como empregada de limpeza foi descoberta por um fotógrafo que a lançou no mundo da moda.
Tornou-se modelo de prestígio internacional ganhando fama, êxito e dinheiro.


Depois de deixar as 'passerelles', a moda e cinema passou a dedicar-se à luta contra a mutilação genital percorrendo o mundo pela causa.
Graças ao seu trabalho de divulgação e consciencialização, 16 países africanos já proíbem tal prática.
Fundou a Fundação 'Desert Dawn' para lutar contra esta violência.



Voltou à sua terra natal, onde as mulheres são meros animais sem direitos, após 22 anos. O pai já frágil e cego revelou-lhe que estava orgulhoso dela (?!). E ela chorou...
Um mundo inimaginável para os comuns portugueses.
Hoje é embaixadora da ONU para o combate à mutilação genital.


Interrogada se mudaria algo no seu corpo, as suas pernas arqueadas, responde que não. Essas pernas são fruto da desnutrição que sofreu enquanto criança e recordam-na das suas raízes.


E afirma:
"A única beleza que valorizo é a da alma. Devemos estar gratos por estar vivos."

P.S. E a garganta inflamada deixou de me incomodar...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Desporto versus Atletas Olímpicos


Em tempo de Jogos Olímpicos, não posso deixar passar a época sem me referir ao trabalho exaustivo que culmina no desempenho, acompanhado por milhões de pessoas, em escassos momentos.
Aconselho  a lerem o post do blogue Escreva Lola sobre o Corpo Perfeito de um atleta Olímpico.
Moldados, a maioria, desde tenra idade, em determinada modalidade, com treinos intensivos, diários.
Para além da resistência fisíca, a capacidade mental e emocial têm um papel importantíssimo no desempenho dos atletas.
Encontra-se de tudo, nestas circunstâncias.
Completamente adequados ao exercício em que são peritos.
Lamento a falta de cultura pelo exercício reinante neste belo país, à beira-mar plantado.
Possuindo tantas vantagens para a prática de inúmeros desportos, não se vislumbra incentivos, de nenhuma ordem, à prática com teor mais profissional, de qualquer modalidade.
Somos povo ligado ao mar, areia e os campeões têm origem em países como a Suiça.
Dá para acreditar?
Não devia fazer parte da educação, nas escolas, o estímulo, com condições, nas escolas para a prática de desporto?
Acredito que o desenvolvimento de um país se mede nos níveis de educação, de desporto, de litercia da sua população.
E o que vejo deixa-me triste,desiludida.
Onde páram as politicas de incentivo aos nossos atletas ou também não há verba?
Sofreu cortes?
Se sofreu é porque já a teve e nunca me apercebi dessas medidas.
Sou ignorante, serei?




terça-feira, 3 de julho de 2012

Serviço Nacional de Saúde

RECOMENDO!
Pelo menos na vacinação!
Passo a explicar: dirigi-me, com uma linda criancinha pela mão, ao Centro de saúde, para a vacina obrigatória.
A enfermeira, solícita, após ter vacinado a menina que se portou de forma a servir de exemplo a muitos adultos, vira-se para mim e pergunta:
-'A sua data de nascimento, por favor'.
Já sabia as consequências. Tenho o médico de família a ralhar-me com as vacinas em atraso sempre que vou à consulta. Ainda pensei em fingir um desmaio, mas poderia parar no hospital e seria pior.
Lá balbuciei os número a que correspondem a minha vinda ao mundo. Descobri que há mais duas pessoas que fazem anos no mesmo dia que eu, neste Centro.
Manda-me sentar, sempre a falar, conta-me que utiliza sempre as agulhas de bébés, mesmo nos adultos. O Estado paga e não quer as vacinas e agulhas para nada. São para serem administradas e ponto.
Eu choro, tento explicar, tenho alergia às agulhas, fico envergonhada.
Não se atrapalha a srª enfermeira, puxa da agulha de bébés, vai falando das mortes de adultos com tétano e os que não morrem podem ficar com graves problemas neurológicos. Para além do mais o tétano pode-se apanhar no alcatrão (sabiam?) e noutras coisas que se me varreram.
Já administrada e pensinho no braço, puxa de outra agulha e diz que tenho de levar a VASP (conhecem?).
Mas, já tive rubéola, tento escapar. Não interessa, morrem pessoas no Norte da Europa de sarampo, não podemos arriscar. Ainda tento argumentar que vivo mais a sul na Europa. Já de seringa em riste, lança-se ao outro braço (pois, não posso levar as duas no mesmo braço), vai falando sobre a autorização e a promessa que tive de assinar em não engravidar nos próximos  três meses.
Já foi! Novo pensinho. Afinal nem dei por nada.
Limpo as lágrimas.
Elucida-me que posso e devo levar o meu boletim de vacinas (logo que o encontrar) para ser atualizado.
Excetuando a quarta feira, dia em que fecham a vacinação e vão à caça de crianças 'abandonadas' cujos progenitores não levamà vacinação.
Mostra-me uma caixa de vacina do cancro do colo do útero e o seu preço, mais de 150€. O Estado paga, investe e as pessoas têm de ser obrigadas. Não compreende.
Eu, atordoada, com as picas e informação que não cessava, venho com a certeza de que afinal algo funciona neste país: Há enfermeiras profissionais que fazem valer a pena dizer que sou portuguesa.
E, viva a vacinação!
Prometo não falhar mais nenhuma...quer dizer, conhecendo-me, é melhor não prometer nada.
Mas, fica o registo do bom funcionamento do serviço.
Não devemos só falar quando as coisas correm menos bem.
Otimismo precisa-se neste paraíso à beira-mar plantado.
E, vocês, têm as vacinas em dia?

sábado, 12 de maio de 2012

No rescaldo ' Doce '...a ' Pingar '...

Eis um Cartoon expressivo da queridíssima Margarida Alegria do blog Alegrias e Alergias.
Aqui fica o meu grande agradecimento à talentosa autora do humoristico e propositado desenho. 
Como o calor da saga 'Pingo Doce' parece já ter arrefecido, aguardando novo episódio que faça as delícias do povo português, apetece-me tecer opinião sobre o assunto.
Ninguém me avisou dos saldos das couves, alfaces, arroz, entrecosto, carapau e familiares. Ouçam lá, não sabem que sou distraída e não ligo para as noticias? Fiquei zangada!
*Quando soube da iniciativa desloquei-me, vagarosamente, ao Pingo Doce a horas tardias, tinha acbado de fechar. Não podiam ter esperado por mim?  Senti-me Enganada!
*Só me apercebi da magnitude do evento no dia seguinte. Os 'media' estavam cheios de imagens e noticias, a Blogosfera entupiu com tanto 'post' Doce. Não se falava de outra coisa. Parecia-me que a crise, Troikas e problemas similares tinham desaparecido por artes mágicas. Entrei em Estado de Choque!
*Após ler umas coisas sobre o assunto, ouvido o que se comentava, obrigaram-me a pensar no ocorrido. Tanta repetição, meu Deus! Onde pára a imaginação fértil do português? Comecei a debruçar-me sobre o assunto!
*Uma constatação: não vi ninguém com uma pistola apontada à cabeça, ou sob qualquer outro tipo de ameaça ou coação, nas filas do supermercado em apreço.
 Tudo gente voluntária, a usufruir da sua liberdade, em pleno. Fiquei contente ao ter como Pátria um País livre!
*Porém (porque será que tem de haver sempre uma adversativa?), o que se dizia no pós-promoção não era nada bonito, pelo menos, para mim não o foi.
Então, os cidadãos que decidiram optar por gastar o seu dinheiro ( a pronto ou crédito-quem tem a ver com isso?-) são uma cambada de deficientes e não sabem o que fazem? Senti solidariedade!
*Interesses económicos, capitalistas, aproveitamento politico,..., como lhe queiram chamar (tanto me faz), à parte, a verdadinha é que há milhares de pessoas em sérias dificuldades neste País à beira mar plantado. Pergunta: os 50% de desconto não são de aproveitar? Ainda por cima em bens essenciais! Roída de inveja de quem soube aproveitar e desiludida pelo exercício da democracia!
*Senti uma falta de respeito pelas opções do alheio. Será que as pessoas só têm comportamentos adequados se pensarem igual a nós? Em suma, a liberdade não é isso mesmo: podermos escolher estar ou não estar na fila do supermercado bem como nas outras filas todas? (excepção aberta para Loja do Cidadão, Hospitais e colaterias). O Respeito e a liberdade, dois conceitos que não senti presentes!
*Resumindo (eu sei que já ninguem me lê nesta altura):  porque o povo português não se une, desta forma ferverosa, nas causas que estrangulam o nosso País?
Fiquei com a sensação que enquanto persistirmos na nossa tacanhez, mesquinhez mesmo, nunca iremos passar da cepa torta.
Afinal, não há quem diga que se tem o País, os governantes, que se merece? Não é Portugal um reflexo de cada um de nós, dos nossos pensamentos,   comportamentos e atitudes?
*Conclusão: Merecemo-nos? 

Bora lá! "Anda comigo  ver as promoções!"

Ouçamos o relato mixórdico dum "freguês":

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Direitos Humanos

"A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos."
Hannah Arendth
"A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos."
Albert Einstein
 
 "Os componentes da sociedade não são os seres humanos, mas as relações que existem entre eles."
Arnold Toynbee

Baruch Espinoza

quinta-feira, 29 de março de 2012

Espera por MIM, 'please' !

"ATRÁS DE UMA CRIANÇA DIFÍCIL
ESTÁ SEMPRE UM ADULTO EM DIFICULDADES"
As crianças têm uma forma idêntica à nossa, e um tamanho menor.
Falam uma linguagem, em tudo semelhante à que falamos,
embora, por vezes, tenham danças rituais em que agitam os braços
e, algumas, batam muito os pés. A estas danças os pais,
com complacência, parecem chamar birras.

As pessoas crescem a ritmos diferentes e em direções que,
por vezes, as desencontram. Não são os momentos em que sonham
ou se encantam que as separa, mas, de menos,
em que não dizem "Espera Por Mim".
Eduardo Sá