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sexta-feira, 18 de março de 2016

casa de 'brincadeiras'



A noite adormeceu à sombra da Lua
com requintes de canseira.

Levantam-se o moinho, 
a casa e os ovos também.

Cheira a chocolate,
amêndoas e um calorzinho
que não vem.

Cá para mim,
sopraram ventos de loucura
na companhia da preguiça.

Juntos, 
a poeira foi tamanha,
que,
o mundo ensandeceu 
o dia teve mau acordar
e eu fiquei de
pernas para o ar.

Não sei que faça,
não sei que pense.

Não quero acordar a noite,
de confusão está ela farta.

O meu planeta está doente
e crónica é a humanidade,
creio não gostar 
desta casa de 'brincadeiras'.



sexta-feira, 18 de abril de 2014

O Peixe e a Páscoa



O Peixe na Páscoa é um símbolo de vida. 
Alguns apóstolos de Cristo eram pescadores. 
Os primeiros cristãos já incluíam o peixe entre os símbolos das suas crenças.




O peixe foi o primeiro símbolo a identificar a fé cristã, utilizado pelos cristãos perseguidos pelos romanos.
ICHTUS, vem do grego ixtus, que significa peixe.
Os cristão primitivos usavam o desenho de um peixe como código de identificação.
A palavra ICHTUS, servia para traduzir a expressão Jesus (Iesous) Cristo (CHristos) Filho de Deus (THeou Uios) Salvador (Sôter).



P.S. E a ti? O peixe, o que te diz?



sábado, 29 de março de 2014

Quem me ajuda ?



"Lamentamos...
Não foi possível processar o seu pedido. Tente novamente ou volte mais tarde."


E pronto!
É isto!

Não consigo entrar no círculo da Google.
Impede-me de seguir' outros blogueres ou gerir a minha Lista de Leitura.

Alguém me ajuda?

Que devo fazer?

Este problema já se arrasta há umas semanas e estou a ficar aborrecida pois quero retribuir a cortesia dos meus novos seguidores . . . e não consigo.

Haja alguém amigo/a desta Pérola pouco experiente (e sem grande paciência) nas lides de computadores com birras!

P.S. Depois é só apresentar a factura, ok?



terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Mais Presentes de Natal . . .


O blogger Leão da Estrela ofereceu-me este selo, leonino q.b.
Obrigado, fera sensível!
Parabéns pelo 2º aniversário do Blog!
Tanto mimo!


O caro José Carlos Sant Anna presenteou-me com um poema que emocionou esta Pérola em formação.
Obrigado, amigo das 'Dúvidas'!

"Pérola
é pele tão fina,
um enleio nas mãos

ao sair da ostra
adeus equação

Pérola
é a essência do sim,
a margem do nada

ao sair de si
volátil doçura.

Pérola
é inscrição fugaz,
refúgio do destino

ao sair de si
é apenas dúvida

Pérola
é um tecido segredo
raio de brancura,

ao sair de si
nas águas mergulha."


Este ano, a época tem sido muito generosa comigo.
A Blogosfera tem contribuido para alegrias inesperadas e amizades improváveis.

Bem hajam, amigos/as !


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Preguiçando . . .

FOTO BY PÉROLA

A pedra aquecida prometia indolência. 
Um calor que esquentava o corpo encarapaçado.
Esticava os membros em imobilidade necessária.
Evitam-se sombras escuras.
Absorvem-se todos os pingos de luz.
Nesta moleza apetecida, espreguiça-se.
Em quietude lenta esforça-se na exposição solar.
Com ganas de se livrar da incómoda proteção.
Como se gostaria de desnudar e
entragar-se ao abraço do calor
preguiçando . . . 

Nada fazendo,
de pensamento oco
e sentires físicos.

A felicidade simples da natureza,
naturalmente.






segunda-feira, 13 de maio de 2013

Uma prenda para ti !



Quero dar-te o Mundo.
Dizem que está poluído.

Quero dar-te O Sol.
Dizem que consome pelo fogo.

Quero dar-te as Estrelas.
Dizem que se encontram distantes.

Quero dar-te o Universo.
Dizem que é desconhecido.

Limitada, pois . . .

Presenteio-te Sorrisos embrulhados em carinho.
Dedico-te Atenção enfeitada no laçarote da ternura.
Brindo-te com Melodia perfumada dos campos.
Faculto-te acesso à lembrança permanente em mim.
Mimo-te com Flores coloridas de abraços.
Embrulho-te a Maresia em papel de sonho.

Agradeço-te simplesmente por seres, na respiração de ti,
versos dedilhados na correria das ondas da poesia.

Tudo o que te possa dar é tão pouco.

Tu . . . meu querido . . .
mereces Tudo!

Prenda que não consigo entregar-te.
Resta-me deixar-te a mais pura Amizade!

P.S. A flor é tua.



terça-feira, 23 de abril de 2013

Sou Fera . . . bravia . . .



Eu, Selvagem, mostro-te as garras.
Movimentos vertiginosos deixam-te desarmado.
Ouso lançar-te olhar carnívoro.
Desequilibras-te na minha insídia.
Estonteado buscas o norte.
Demasiado tarde.
Caíste na minha armadilha.
Acerco-me do teu corpo.
Farejo-te o suor que me faz estremecer.
De pele nua, permito que o vento me despenteie a insinuação.
De quereres silvestres, vontades não domesticadas.
Rude na aparência, cuidadosa na procura.
Sou Fera caçadora, predadora faminta.
Tu, a presa assustada, 
surpreso no momento em que te toco.
Torno-te meu.
Vitima do meu apetite, rendes-te.
Agreste, doce,
sou tudo o que me dás.
No banquete sacio-me de festim apetecido.
Entre gemidos, agatanhamentos e improvisos,
ronrono como gata que encontrou dono.
Amansas-me.
E . . . ao luar transformamo-nos em animais apaixonados.


sábado, 16 de março de 2013

Do Gato e da Gata !


I-
O piso gelado e escorregadio das telhas não o demovia. 
Ele era um Gato da noite. Vadio, assanhado, em cio  ininterrupto. O apelo das fêmeas dominava-o. Um comportamento que nem dava conta. Julgava-se um verdadeiro macho, conhecedor das artes da conquista. O ronronar, a sedução não lhe escondiam segredos; pensava o Gatão, senhor de si. Pronto a entrar em qualquer luta para atingir o almejado troféu. As arranhadelas, as  feridas saradas ao longo dos anos era um preço irrisório pelo prazer obtido. Nestes passeio noturnos as temperaturas desconfortáveis ou a chuva impiedosa  não constituam qualquer obstáculo. Os seus inimigos eram, tão somente, as recusas das gatas que procurava.
O gato tinha sempre o dia para recuperar das aventuras inimagináveis, mas que ele teimava em contar com acrescentos fantasiosos.
II-
O crepitar da lareira amolecia-a. O calor aconchegante inundavam-na de preguiça.
Ela era uma Gata dócil, caseira. De satisfação fácil, contentava-se nos afagos ocasionais, em encontros fortuitos. Raramente os procurava. Sentia-se feliz na pacatez da existência.
III-
Com a noites a levantarem-se mais tade, a Gata saiu pelo entardecer. Os últimos raios de Sol do dia provocavam reflexos coloridos nas plantas do jardim. Nunca se aventurava para além do território conhecido. De quando em vez, passavam desconhecidos que, com a conversa, se podiam converter em amigos.
IV-
O gato iniciara a sua ronda noturna mais cedo. Pretendia explorar novos terrenos, aventurar-se. Ainda nos muros baixos, por entre o casario, viu-a.
Chamou-lhe a atenção como prazenteiramente se rebolava sob a luz. As hormonas eriçaram-se bem como os pelos e permitiu que uma onda de calor o invadisse.
Desceu ao nível dela, no solo. Assustada com a aparição apenas o olhou nos olhos. Leu-lhe o desejo e não lhe ficou indiferente. 
A noite espreguiçava-se com os seus braços abrangentes. 
Convidou-a a subir ao telhado para verem o nascer da Lua. 
A Gata tinha o astro como sua amiga, principalmente quando estava cheia e inundava o seu recanto de alva paz, em forma de luminosidade.
Subiram ao topo da casa e ficaram observando o movimento impercetível da senhora Lua.
Convergiam as forças naturais e conspirava o Universo para que a noite fosse passada no céu. Saciados e já com o Sol a nascer, a Gata convidou-o a aninhar-se entre paredes.
V-
O Gato, enlouquecido no entusiasmo que permanecia, acedeu.
Ela entrou em casa e através da janela, convida-o a entrar, fazer-se seu.
Silêncio e quietude.
De olhos húmidos a Gata percebeu.
Aquele não era o seu Gato. Ela ambicionava mais do que instantes. Queria tudo.
O Gato recolheu-se à vida diurna, sem ferimentos ensaguentados como era hábito, mas descobriu o sabor agridoce da impotência. Não ser capaz de mudar porque assim o determinara e decidira. Prosseguiu o seu caminho guiado pelos instintos básicos. Sem amor.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Caminho para o Bom . . .


Sentada no alpendre senti calor nos pés.
Seria dos três (3) pares de meias grossas e peludas que calço?
Talvez da camisola interior soterrada em gola alta e dois polares sobrepostos.
Não sei.
Confesso que ando cansada do frio, do vento, da chuva.
Sou rapariga mais virada para o clima ameno.
Das vestes leves, dos pés descalços, do cabelo apanhado para não encalorar o pescoço.
Na invernia enterro-me em roupa, aqueço-me junto de qualquer fonte de calor e semi-hiberno.
Já passei pela fase da garganta inflamada - obrigatória todos os anos.
O carnaval já se foi e finalmente vi a 'Luz'.
Nesta minha pausa campestre os passarinhos vêm pousar junto de mim.
Andam tão embrenhados nas lides amorosas que até ficam desatentos à minha presença.
Gosto do seu chilrear, do namoro incessante e principalmente da vivacidade.
Sempre atarefados.
Não há crise que lhes chegue.
Bastam-lhes umas ervas, uns ramitos e ei-los, fazendo o ninho, acasalando, somente preocupados com a descendência obrigatória.
Senti-me bem. Muito bem, mesmo!
Já provei o calor deste ano nos raios solares que absorvi neste meu recanto.
Os dias já estão maiores.
Fico feliz!
Estou contente nesta caminhada que se começa a povoar de pequenas flores, de dias sorridentes e repletos de natureza a despertar.
Aproxima-se a primavera.
Ainda continuo camuflada com tanta roupagem, mas é por pouco.
Os chinelos...o bikini...a praia...a pele à mostra já estão próximos.
Que poderei desejar mais?
Bem! É melhor nem perguntar...

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Voamos ?



 
- Pedes-me um beijo.

(Sorrio)

- Imploras com o olhar.

(Brinco com o teu desejo)

- Insinuas-te no toque leve.

(Faço-me de distraída)

- Ecoas a tua súplica.

(Leio-te o desejo no corpo)

- Avizinhas-te de mim.

(Rendida, ofereço-te os lábios)

Na imobilidade harmoniosa provo-te.
Levantamos voo migrando rumo a terras docemente adivinhadas.
Desígnio apetecido em trocas sem tempo, agrado nosso.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Amantes do verão ( dia 25 )

Da minha janela no verão...
Foto by Pérola
O silêncio atrai-me, especialmente em época de férias.
A Taty (a minha mania de batizar tudo o que se mexe), para além de muda, presenteia-me com poses dignas da Playboy. É óbvio que nunca se 'descasca', mas o riscado da sua pele e os desenhos geométricos da sua carapaça são-me simpáticos.
Tal como eu, espreguiça-se ao Sol, adorando o Astro Rei.
Eu quedo-me pela janela apreciando-lhe os jeitos, absorvendo esta maneira, mais lenta, vagarosa, de se viver.