Cruzo ares, ventanias e tempestades que tais. Sou navio sem âncora, sinfonia de andamento só meu. Não aporto em lugar algum, levam-me as notas, em melodia só minha, por onde sou orquestra, maestrina e instrumento. Abram-me alas, caminhos sem chão, por onde me solto, em voo, como ave nos braços da vento em que me sou música por inteiro.
É apenas uma garganta inflamada e a preguiça a tentar-me.
Pois é !
O Blog fez 4 anos no dia 18 de janeiro no ano de 2016.
Confesso que me lembrei da ocasião várias vezes e do quanto a Blogosfera me é importante
O querido Aflores lembrou-se desta pérola em formação e veio à festa.
Perdoa-me amigo, mas o frio deixa-me semi-hibernada.
Para ti em especial e para todos os meus amigos partilho aqui um doce,
um bolo que tão bem me sabe na companhia de todos vós.
A mesa está posta,
Venham!
Façam o favor de se sentarem.
Quero celebrar o 4º aniversário do 'eereatudomuitobom.blogspot.pt' contigo.
Bem Hajas!
Muito obrigado por me acompanhares neste caminho que se solta e mostra o tanto que as palavras, as fotografias e todo o género de partilha ainda têm para nos oferecer.
De perto ou de longe, foge a normalidade por entre olhares e juízos de valor. Não te conheço e muito menos reconheço. Chego a pensar se é coisa minha ou se me ignoras só para me inquietares. Na ausência de certezas, deixo-me de procuras e quedo-me no encanto da dúvida.
Chovem lágrimas, cada uma escorrendo a sua emoção, molhando a pele de quem se embaraça em nós de afetos. Chovem lágrimas de amor, perdidas na dor, de quem quer e não tem. Chovem lágrimas de alegria, perdida no riso de se sentir, nas pontas dos dedos de alguém.
Faz tempo que o teu silêncio me chama, a sombra do teu desejo me despiu. Faz tempo que o teu beijo me falta, a ribeira do teu ser me entornou. Faz tempo, meu amor, que me suspiro e anseio . . .de ti.
me vou em
tempos sem história,
fico-me por lá
presa na liberdade
de tudo,
perdida em mim,
indo-me sem fim.
me fui em
pensares só meus,
soltando-me
em desassossegos,
inquietudes só minhas.
me sou em trilhos
com/sem escolhas
na deriva do mundo,
gotejando-me
no orvalho
de lágrimas suspensas,
intervalada em pensares,
na demanda do cristalino
de me ser.
Não sei quando a semente se perdeu na terra, o céu se derramou ou mesmo porque se despem as flores maduras. Vou secando no mesmo vento que varre jardins e colhe as flores grávidas de nova primavera. Inspiro os suspiros dos malmequeres como perfume de outras eras, de outros tempos, porque simplesmente não (me) sei. Já brotaram novos rebentos na terra acolchoada de folhas que se enlutam na despedida do verão. Não sei dos porquês das estações que se soltam de sinónimos e agarro-me à desfolha de pétalas por cair.