Entro por essa porta
sem bater,
avisar
ou me fazer ouvir.
Na desordem da quietude,
percorro teus corredores,
aventuro-me nas tuas salas,
segredo-me em teu roupeiro.
Abeiro-me das tuas janelas,
colho os teus horizontes
e,
sem saber,
faço morada em ti,
perco-me nos teus labirintos
ao me achar em colo teu.

























