segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Ensaios de Mudança.




Com a brisa vieram nuvens.
Apressadas na sua limpidez reflectora do infinito azul.
Traziam novas de mudança.
O calor humedecia-se e as primeiras gotas soltaram-se.

Chovia!

Chapéus de sol viraram resguardo seco.
Eu  aproveitei a desordem e tomei outro rumo.
Virei tempestade, trovejei e senti-me em casa.
Revirei areias empoeiradas.
Encharquei-me em lágrimas.
Despi-me de passados e palavras usadas.
Sangrei ao tropeçar em arrependimentos escondidos.
Ousei ser furacão agreste, ciclone ventoso.

A chuva parou!

Com ela restaram fragmentos de mim.
Náufragos resistentes nas couraças que teci.
Voltei a ser bonança.
Deixei que a maresia me secasse e voltei a ser eu.
Mais cansada, mas  não resignada.
Aguardaria novo temporal.

Mar.Maria


23 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Estupendas as palavras, triste o clima...
Beijo

edumanes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
edumanes disse...

Já estás a emsaiar
Para onde te vais mudar desta vez
Por que nos vais aqui deixar
É verdade, se calhar, ou talvez?

Obrigado Pérola amiga
Pelos parabéns que me dás
Porque é verdade acredita
Eu os devolvo para trás.

Porque bem os mereces
Pela tua mui rica poesia
Que tão bem a escreves
Que o faças sempre com alegria,

Boa noite para ti,
amiga Pérola, um beijo
Eduardo

Vera, a Loira disse...

Adoro, os teus poemas são lindos.

edumanes disse...

Cuidado, muito cuidado
Com essa tua tempestade
Em casa tens tudo revirado
Agora choras de saudade

Nada me importava
De estar no meio dela
Para ver se te acalmava
Não te inerves amiga Pérola.

A vida, ainda, não acaba
Deixa cair essas gotas
Brincadeira-matinada
Coisas próprias das garotas

A chuva já parou
Já podes sair para rua
A tempestade terminou
No céu apareceu a lua!

Depois do temporal
Voltaste a ser bonança
Das tuas brincadeiras, é normal
Ter saudades dos tempos de criança

Ser furação agreste ousaste
Ciclone ventoso
Pelo temporal que causaste
Medonho ruído estrondoso.

Tem calma já passou
À vida normal voltaste
As árvores não derrubou
Tua furiosa tempestade?

Um beijo, e dorme bem.

Cores do Caminho por Alice Meca disse...

Oi flor, ... e é tudo muito bom por aqui.
Tao belas e preciosas poesias.
Obrigada pela visita e volte sempre que quiser.
Bjks e otima semana

Maria disse...

Gostei de cada palavra!
Bjs
Maria

Cidália Ferreira disse...

Bom dia

Simplesmente fantástico!! É como me sinto ás vezes..

beijo

http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Diana F. Fonseca disse...

Perfeito!

Ricardo- águialivre disse...

Poema fascinante, muito bem timbrado com versos perfeitos e poéticos
Lindo mesmo

Deixo abraço
************************
http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/

Francisco disse...

Gostei muito :)

Beijokas

Laura Santos disse...

Um poema muito belo!
xx

Felina disse...

Quem escreve assim aguenta qualquer ciclone

Beijo

Arco Iris disse...

Quem escreve assim tão bem....qualquer tema é interessante.
Lindo !.....
Bjs

Marta disse...

Gostava de, como tu, despir-me do passado :/

Maresia disse...

Ao ler senti-me tão cansado de tantos temporais que por mim passaram.

Não tenho mais forças para mais um temporal!

dianadias disse...

GOSTEI MUITO! :') *

Nilson Barcelli disse...

Por vezes, vale a pena ser tempestade e trovejar...
Excelente texto, gostei imenso.
Beijo, querida amiga Pérola.

Mona Lisa disse...

Belíssimo poema num dia melancólico...

Beijinhos.

emanuel disse...

Um lindo poema cheio de tormentos ,muitos beijinhos

José Carlos Sant Anna disse...

Um belo texto, Pérola! A água metaforicamente lavando tudo... renovando... uma ressurreição até um novo temporal.
Beijos,

Fernanda Bender disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fernanda Bender disse...

Não podemos evitar as tribulações, mas podemos achar meios de passar por elas e voltar a manter um estado de plenitude e serenidade.
Vim aqui te deixar meu abraço e desejar sucesso com teu livro. Beijos!!