Entardeço
na areia
beijada
por marés incontáveis,
como repetição de ti,
sempre desconhecida,
renovada,
em cada lua,
pequenina,
por vezes.
Enraízo
por entre grãos,
pequenos nadas
que se agigantam
em tudo,
da mão cheia
às dunas sem eco.
É a minha praia,
o meu raio de sol
último
a chegar primeiro
no poente lindo
em que te transformas
quando entardeço.
























